Papa abençoa estátua de São Maron

Monge fundador da Igreja maronita, majoritária no Líbano

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ROMA, quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI abençoou nessa quarta-feira uma estátua de São Maron. A escultura foi colocada em um nicho exterior da Basílica de São Pedro, momentos antes do início da audiência do Papa com os peregrinos.

Este monge, que viveu entre os séculos IV e V como ermitão nos Montes Tauro, nos arredores de Cirro, uma antiga cidade da Síria setentrional, ganhou a fama de taumaturgo e desfrutou de grande reputação como diretor espiritual.

Por seu estilo de vida ascético e por suas curas físicas e espirituais, atraiu muitos seguidores, que constituíram o primeiro núcleo da Igreja maronita, comunidade sui iuris no seio da Igreja católica – sempre em comunhão com Roma, ainda que mantenha uma liturgia e um calendário próprio – presente no Líbano, Síria, Egito, Terra Santa e nos países da diáspora.

A estátua, de mais de cinco metros de altura e 20 toneladas, foi encomendada pela Igreja maronita com ocasião do jubileu – inaugurado a 14 de fevereiro de 2010 – pelos 1600 anos da morte de São Maron. É obra do escultor espanhol Marco Augusto Dueñas, que a confeccionou em um único bloco de mármore de Carrara.

A obra representa o santo oferecendo ao mundo uma pequena igreja de estilo maronita. São Maron veste uma longa estola escrita em sírio e sustenta na mão direita um báculo.

Estavam presentes na cerimônia o cardeal Nasrallah Pierre Sfeir, patriarca de Antioquia dos Maronitas, o presidente do Líbano, Michel Suleiman, e um grupo de ministros libaneses, além de outras autoridades civis e eclesiásticas.