Papa adere à Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil em defesa da vida

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BRASÍLIA, quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI uniu-se ao episcopado e aos fiéis brasileiros por meio de carta esta quarta-feira, com ocasião do lançamento da Campanha da Fraternidade 2008 da Igreja no Brasil, que este ano discute o tema «Fraternidade e Defesa da Vida» e o lema «Escolhe, pois, a vida».

O Papa enfatizou que «todas as ameaças à vida devem ser combatidas» e citou o Documento final de Aparecida para afirmar que o encontro com Cristo «é o ponto de partida» para a negação dos «caminhos de morte e a escolha da vida».

«É também o ponto de onde partimos para reconhecer plenamente a sacralidade da vida e a dignidade da pessoa humana», enfatizou o pontífice, referindo-se ao número 356 do documento.

«Ao dar início à Campanha da Fraternidade deste ano, renovo a esperança de que as diversas instâncias da sociedade civil queiram solidarizar-se com a vontade popular que, na sua maioria, rejeita todas as formas contrárias às exigências éticas de justiça e de respeito pela vida humana desde seu início até o seu fim natural», afirmou o Papa.

Ao invocar a «proteção do Senhor» para todos os brasileiros, Bento XVI desejou que «a vida nova em Cristo atinja o ser humano por inteiro em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural, derramando seus dons de paz e prosperidade e desperte em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação».

Um ato na sede da CNBB em Brasília marcou o lançamento oficial da Campanha quaresmal. Participaram o secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa; um membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, Dom Augusto Dias Duarte; um membro da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, Dom Guilherme Antonio; entre outros membros do clero e leigos.

A fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, afirmou que a legalização do aborto não diminui a mortalidade materna. Segundo ela, isso se faz com o bom serviço de pré-natal e as condições de vida das pessoas.

Para Zilda Arns, «é possível trabalhar a favor da vida em abundância e ao mesmo tempo salvar vidas para elas não serem abortadas».