Papa anuncia 23 novos cardeais, 18 eleitores

Serão nomeados em 24 de novembro

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CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 17 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI anunciou nesta quarta-feira a nomeação de 23 novos cardeais, 18 dos quais (de menos de 80 anos) poderão ser eleitores em caso de que agora se celebrasse um conclave.

O Santo Padre elegeu o momento final da audiência geral desta quarta-feira, na qual participaram cerca de 50 mil peregrinos, para fazer seu anúncio. Celebrará o Consistório de nomeação dos novos cardeais na véspera da Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, em 24 de novembro.

Os cardeais procedem dos seguintes países: 6 da Itália, 3 da Espanha, 2 da Argentina, 2 dos Estados Unidos, e o restante do México, Iraque, Alemanha, Polônia, Irlanda, França, Senegal, Índia, Brasil e Quênia.

«Neles se reflete claramente a universalidade da Igreja com a multiplicidade de seus ministérios: junto a beneméritos prelados pelo serviço realizado à Santa Sé, há pastores que empregam suas energias no contato direto com os fiéis, explicou o Papa.

Esta é a lista dos novos cardeais eleitores:

--Arcebispo Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais

--Arcebispo John Patrick Foley, pró-grão-mestre da Ordem Eqüestre dos Cavaleiros do Santo Sepulcro de Jerusalém, antigo presidente do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais.

--Arcebispo Giovanni Lajolo, presidente da Pontifícia Comissão para o Estado da Cidade do Vaticano e do Governo do Estado da Cidade do Vaticano.

--Arcebispo Paul Josef Cordes, presidente do Conselho Pontifício «Cor Unum».

--Arcebispo Angelo Comastri, arcipreste da basílica vaticana, vigário-geral de Sua Santidade para a Cidade do Vaticano e presidente da Fábrica de São Pedro.

--Arcebispo Stanislaw Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos.

--Arcebispo Raffaele Farina, S.D.B., arquivista e bibliotecário da Santa Igreja Romana.

--Arcebispo Agustín García-Gasco Vicente, de Valência (Espanha).

--Arcebispo Sean Baptist Brady, de Armagh (Irlanda).

--Arcebispo Luís Martínez Sistach, de Barcelona (Espanha).

--Arcebispo André Vingt-Trois, de Paris (França).

--Arcebispo Angelo Bagnasco, de Gênova (Itália).

--Arcebispo Théodore-Adrien Sarr, de Dakar (Senegal).

--Arcebispo Oswald Gracias, de Bombaim (Índia).

--Arcebispo Francisco Robles Ortega, de Monterrey (México).

--Arcebispo Daniel N. DiNardo, de Galveston-Houston (Estados Unidos).

--Arcebispo Odilo Pedro Scherer, de São Paulo (Brasil).

--Arcebispo John Njue, de Nairobi (Quênia).

O Papa também elevou à dignidade cardinalícia três bispos e dois sacerdotes «por seu compromisso ao serviço da Igreja». Trata-se de:

--Sua Beatitude Emmanuel III Delly, patriarca de Babilônia dos Caldeus (Iraque).

--Arcebispo Giovanni Coppa, núncio apostólico.

--Arcebispo Estanislao Esteban Karlic, emérito de Paraná (Argentina).

--Pe. Urbano Navarrete, S.J., ex-reitor da Pontifícia Universidade Gregoriana

--Pe. Umberto Betti, O.F.M., ex-reitor da Pontifícia Universidade Lateranense.

O Papa revelou que também queria elevar à púrpura cardinalícia o bispo Ignacy Jez, de Koszalin-Kolobrzeg, na Polônia, que faleceu nesta terça-feira, aos 93 anos. «Por ele se eleva nossa oração de sufrágio», assegurou.

«Também há outras pessoas pelas quais sinto uma grande estima – confessou o bispo de Roma –, que por sua dedicação ao serviço da Igreja mereceriam ser elevadas à dignidade cardinalícia. Espero ter a oportunidade no futuro de testemunhar, também deste modo, a eles e a seus países de origem, minha estima e meu afeto.»

Finalmente, o Papa confiou os futuros cardeais à «proteção de Maria Santíssima, pedindo-lhe que os assista em suas respectivas tarefas, para que saibam testemunhar com valentia em todas as circunstâncias seu amor a Cristo e à Igreja».