Papa convida à colaboração entre bispos de países ex-comunistas

Ao enfrentar os desafios da Igreja na Europa do Leste

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CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI considera que os bispos dos antigos países comunistas do Leste da Europa devem colaborar na obra missionária para superar a difícil situação que herdaram. 

É a proposta que deixa em uma mensagem enviada em seu nome pelo secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone, ao 3º encontro dos presidentes e cardeais das conferências episcopais dos países do centro da Europa, que concluiu nesta terça-feira em Zagreb (Croácia). 

Os prelados trataram, como dizia o tema do encontro, da «Missão da Igreja na Europa Central e do Leste, 20 anos após a queda do sistema comunista» (1989-2009)». 

«Da natureza da Igreja deriva sua missão, que sempre é a mesma, como nos recorda São Paulo: ‘Proclama a Palavra, insiste a tempo e a destempo, repreende, ameaça, exorta com toda paciência e doutrina’ (2 Tim 4,2)»,  explica o Papa. 

«Anunciar a boa nova de Jesus Cristo há 20 anos, nos países de Europa Central e do Leste, era verdadeiramente difícil e inclusive perigoso, em especial para os pastores da Igreja.»

«Entre aqueles que sofreram perseguições para permanecer fiéis a Cristo e à Igreja», o Papa recorda o beato mártir cardeal Alojzije Stepinac, «o personagem mais ilustre» da Igreja na Croácia, como o definiu João Paulo II, em 10 de setembro de 1994, em Zagreb. 

«O martírio e o testemunho do beato cardeal Stepinac nos estimulam e nos alentam, garantindo-nos que a Igreja continua sua peregrinação entre as perseguições do mundo e os consolos de Deus, anunciando a paixão e a morte do Senhor até que Ele venha.»

Segundo a mensagem pontifícia, «após a queda do comunismo, a Igreja enfrenta novos desafios, novos problemas, mas o mandamento continua sendo o mesmo: ‘Ide por todo o mundo e proclamai a Boa Nova a toda a criação’» (Marcos 16, 15). 

«A cooperação mútua entre os pastores e as conferências episcopais é de grande importância para o desempenho desta missão», assegura a carta, considerando que o encontro de Zagreb, «manifestação da vitalidade da Igreja, dá nova esperança para a eficácia de sua missão na Europa e no mundo».