Papa demonstra pesar pela morte do cardeal Spidlik

Jesuíta foi um importante precursor do diálogo com o Oriente

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 19 de abril de 2010 (ZENIT.org).- A Santa Sé divulgou no sábado um telegrama do Papa expressando condolências e sua “viva comoção” pelo falecimento do cardeal Tomas Spidlik, S.J.

O cardeal Spiclik, que tinha 90 anos, faleceu na sexta-feira à noite, em Roma. O Papa expressou em seu telegrama, dirigido ao prepósito geral da Companhia de Jesus, padre Adolfo Nicolás, seu pesar pela morte de quem definiu como “insigne jesuíta e fiel servidor do Evangelho”.

De modo especial, recordou “com profunda gratidão” sua “sólida fé, sua afabilidade paterna e sua intensa obra cultural e eclesial”, particularmente como “autorizado conhecedor da espiritualidade cristã oriental”.

Os restos mortais do cardeal Spidlik serão guardados no Centro Aletti de Roma até esta terça-feira, quando se celebrará a missa de exéquias no Vaticano, na presença do Papa. Posteriormente, serão enterrados em Velehrad (Morávia).

Oriente

O cardeal Tomas Spidlik nasceu a 17 de dezembro de 1919, em Boskovice (Morávia), atual República Checa. Quando jovem foi conduzido a trabalhos forçados, primeiro sob o regime nazista e depois sob o comunista.

Em 1940, entrou no noviciado dos jesuítas de Benesov, próximo de Praga, e em 1942 professou seus votos. Conseguiu terminar os estudos apesar da Segunda Guerra Mundial, e se converteu em professor universitário em Roma, no Instituto Oriental e na Universidade Gregoriana.

Sua grande contribuição ao diálogo teológico entre o Ocidente e o Oriente cristão foi fundamental nas últimas décadas, segundo reconhecia o próprio Papa Bento XVI no dia 17 de dezembro passado, ao presidir uma Eucaristia para comemorar o aniversário do purpurado. 

Naquela ocasião, o Papa sublinhava a obra realizada pelo Centro “Aletti”, por ele fundado, para o diálogo com o Oriente, “que quer recolher seu precioso ensinamento, fazendo-o frutificar com novas instituições e pesquisas, também através de sua representação artística”.

Ao Centro e a um dos discípulos do cardeal Spidlik, Marko Rupnik, deve-se a realização da Capela Redemptoris Mater do Palácio Apostólico Vaticano, durante o pontificado de João Paulo II.