Papa despede-se da Áustria pedindo que testemunhe suas raízes cristãs à Europa

Cerimônia de despedida no aeroporto de Viena

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VIENA, domingo, 9 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI concluiu na noite deste domingo uma visita de três dias à Áustria, assegurando que este país pode oferecer uma contribuição decisiva à Europa e ao mundo, recuperando a riqueza de suas raízes cristãs.



A sétima viagem internacional deste pontificado concluiu no aeroporto de Viena-Schwechat com uma cerimônia de despedida, na qual participou o presidente da República, Heinz Fischer, assim como o presidente da Conferência Episcopal, cardeal Christoph Schonborn.

«Viena, com o espírito de sua experiência histórica e com sua posição no centro vivo da Europa, pode oferecer sua contribuição, favorecendo ao mesmo tempo a inserção dos valores tradicionais do continente, impregnados de fé cristã, nas instituições européias e no âmbito da promoção das relações internacionais, interculturais e inter-religiosas», disse o Santo Padre.

O Papa partiu pouco depois das 20h15 a bordo de um Airbus da companhia Austrian Airlines, depois de ter recebido honras militares.

O presidente da Áustria sublinhou em seu discurso a «grande proximidade» que se constatou entre o Papa e seu país. Existe, ademais, reconheceu, um «amplo acordo» entre a Santa Sé e Viena, mencionando a vontade de paz e de «justiça social e de solidariedade», assim como de «diálogo entre culturas e religiões».

Nos três dias da visita por terras austríacas, a chuva e o vento estiveram quase sempre presentes, ainda que, como disse o Papa com um sorriso antes de subir no avião, isso não foi um obstáculo.

Além de Viena, a meta principal desta viagem foi o santuário de Mariazell, coração mariano da Áustria, que esse sábado celebrou 850 anos de fundação.

Em seu objetivo de recordar à Áustria as raízes cristãs que moldaram sua história, o Papa enfrentou em seus discursos temas decisivos como a defesa da vida humana (tanto perante o aborto como a eutanásia), os perigos do relativismo que não reconhece a existência da verdade, ou a necessidade de redescobrir o papel do domingo na cultura ocidental.

Ao aterrissar em Roma, Bento XVI dirigiu-se diretamente a Castel Gandolfo, residência onde continuará desempenhando suas atividades cotidianas nos poucos dias que restam do verão europeu.