Papa destaca dimensão espiritual da obra social católica

Em uma carta de agradecimento a Adveniat em seu 50º aniversário

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ESSEN, quarta-feira, 19 de outubro de 2011(ZENIT.org) – “A colaboração com o Reino de Deus tem uma dimensão essencialmente espiritual”, destacou Bento XVI em uma carta de agradecimento a Adveniat por ocasião do 50º aniversário desta obra alemã que ajuda a América Latina.

“No Pai Nosso, Cristo nos ensina a rezar pela vinda do Reino; não o podemos fazer sem sentido, porque é sobretudo um dom, indica a mensagem, dirigida ao presidente da obra caritativa e bispo de Essen, Dom Franz-Josef Overbeck.

Segundo o Pontífice, “o Reino de Deus e a obra de Cristo caminham juntos. E avançam onde, através do anúncio da Boa Notícia e a celebração dos sacramentos, verifica-se o encontro com Ele, o Redentor e Salvador dos homens”.

“Ele mesmo é a fonte de paz e o dador de salvação – acrescenta, em referência a Cristo. Ele não permite que o nosso esforço social permaneça materialmente, de forma exterior e vazia, mas o cumula com espírito e vida.”

Precisamente Adveniat (em latim, “venha”) deve seu nome à súplica do Pai Nosso “venha a nós o vosso Reino” e mostra o objeto e finalidade da obra: “uma evangelização liberadora em solidariedade dos católicos alemães com os povos e a Igreja na América latina e no Caribe”.

Bento XVI quis agradecer vivamente à Ação Episcopal Adveniat, que ajuda as populações desfavorecidas dessa região americana há 50 anos.

Na missiva, datada de 4 de outubro, Bento XVI recorda a fundação desta obra: “Durante o tempo do Advento de 1961, os bispos alemães destinaram, pela primeira vez, a coleta de Natal, realizada no território nacional, aos projetos pastorais da Igreja na América Latina”.

“Desta fiel relação entre a Igreja alemã e os irmãos e irmãs do sul e da América Central, nasceu a Obra de Ajuda Adveniat”, recordou. Segundo o Pontífice, “Adveniat permite que o rosto de Cristo, humano e divino, resplandeça cada vez mais na América Latina e coopera decididamente no desenvolvimento de uma sociedade vital e digna de ser vivida na justiça e na paz”.

E acrescentou que, “por meio de inúmeros projetos socioeducativos e de programas de formação, as pessoas pobres e sem recursos receberam um grande apoio”.