Papa Francisco em Santa Marta: quando Ele nos repreende, o faz com uma carícia

Homilia desta terça-feira: "Confiemo-nos em Deus como uma criança confia nas mãos de seu pai

Roma, (Zenit.org) Redacao | 461 visitas

Confiemo-nos em Deus como uma criança confia nas mãos de seu pai. Esta é a mensagem proposta por Papa Francisco em sua homilia desta terça-feira, na Casa Santa Marta. O Santo Padre reiterou que o Senhor nunca nos abandona e ressaltou que também quando nos condena, Deus não nos dá um tapa, mas nos acaricia.

"Deus criou o homem para a incorruptibilidade", mas "pela inveja do diabo a morte entrou no mundo". Em sua reflexão, o Papa deteve-se na primeira leitura, retirada do Livro da Sabedoria que recorda a nossa criação. A inveja do diabo, disse o papa, tornou possível o início dessa guerra: "este caminho que termina com a morte". Esta, disse o papa, "entrou no mundo”. É uma experiência que todos nós fazemos:

"Todos nós devemos passar pela morte, mas uma coisa é passar por esta experiência com uma pertença ao diabo e outra coisa é passar por esta experiência nas mãos de Deus. E eu gosto de ouvir isto: "Estamos nas mãos de Deus desde o princípio.” A Bíblia nos explica a Criação usando uma bela imagem: Deus, com as suas mãos, nos faz do barro, da terra, à sua imagem e semelhança. Foram as mãos de Deus que nos criaram: o Deus artesão, hein? Como um artesão fez-nos. Estas mãos do Senhor ... mãos de Deus, que não nos abandona".

A Bíblia, continua o papa, conta como o Senhor diz ao seu povo: "Eu caminho contigo, como um pai com seu filho, tomando-o pela mão". São as mãos de Deus, ele acrescentou, “que nos acompanham ao longo do caminho".

"Nosso Pai, como um pai ao próprio filho, ensina-nos a caminhar. Ele nos ensina a seguir pelo caminho da vida e da salvação. São as mãos de Deus que nos acariciam nos momentos de tristeza, confortam-nos. Ele é o nosso Pai que nos acaricia! Nos quer ‘muito bem’. E nestas carícias, muitas vezes, está o perdão. Uma coisa que me ajuda é pensar nisso. Jesus, Deus, trouxe consigo as chagas: mostra-as ao Pai. Este é o preço: as mãos de Deus são mãos chagadas por amor! E isto nos consola muito".

Muitas vezes, continuou o papa, ouvimos as pessoas dizerem que não sabem em quem confiar: “Confiem nas mãos de Deus". Isto “é lindo" porque "ali estamos seguros”: é segurança máxima, porque é a segurança do nosso Pai, que nos quer `muito bem´". "As mãos de Deus, ele insistiu, também nos curam das nossas doenças espirituais".

"Pensemos nas mãos de Jesus quando tocava os enfermos e os curava ... são as mãos de Deus: Nos curam! Eu não posso imaginar Deus nos dando uma bofetada! Eu não posso imaginar. A repreender-nos sim, eu imagino. Mas nunca, nunca nos fere. Nunca! Fá-lo com uma carícia.

“Também quando Ele nos repreende, o faz com uma carícia, porque é Pai”. As almas dos justos estão nas mãos de Deus. “Pensemos nas mãos de Deus, que nos criou como um artesão, que nos deu a salvação eterna. São mãos chagadas e nos acompanham no caminho da vida. Confiemo-nos nas mãos de Deus, como uma criança confia nas mãos de seu pai. São mãos seguras".

(RED / Trad.:MEM)