Papa pede intensificação do diálogo entre novos movimentos e bispos

Qualifica estas comunidades como "irrupções do Espírito Santo na Igreja"

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CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 31 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI expressou nesta sexta-feira seu desejo de que se intensifique o diálogo entre os bispos e os novos movimentos e comunidades eclesiais, aos quais qualificou como "irrupções do Espírito Santo na Igreja".

Assim se expressou ao receber em audiência no Vaticano os participantes no II Encontro Internacional de Bispos que acompanham as novas comunidades da Renovação Carismática Católica e a XII Conferência Internacional convocada em Assis pela Fraternidade Católica Internacional de Comunidades e Associações Carismáticas de Aliança (Catholic Fraternity of Charismatic Covenant Communities and Fellowships, http://www.catholicfraternity.net).

Em seu discurso, sublinha que "os movimentos eclesiais e as novas comunidades, florescidos depois do Concílio Vaticano II, constituem um dom singular do Senhor e um recurso precioso para a vida da Igreja".

"Devem ser acolhidos com confiança e valorizados em suas diferentes contribuições, que devem ser postas ao serviço da utilidade comum de maneira ordenada e fecunda", afirma.

"O próprio Espírito, alma da Igreja, atua nela em toda época, e suas intervenções, misteriosas e eficazes, se manifestam em nosso tempo de maneira providencial."

"Os movimentos e novas comunidades são como irrupções do Espírito Santo na Igreja e na sociedade contemporânea", sublinhou. 

Por este motivo, afirmou, "um dos elementos e dos aspectos positivos das comunidades da Renovação Carismática Católica é precisamente a importância que nelas têm os carismas e os dons do Espírito Santo, e seu mérito consiste em ter recordado à Igreja sua atualidade."

Citando o Catecismo da Igreja Católica, Bento XVI sublinhou "o valor e a importância dos novos carismas na Igreja, cuja autenticidade é garantida pela disponibilidade a submeter-se ao discernimento da autoridade eclesiástica". 

"Precisamente pelo fato de que somos testemunhas de um promissor florescimento de movimentos e comunidades eclesiais, é importante que os pastores exerçam com eles um discernimento prudente, sábio e benevolente", reconheceu. 

Neste contexto, desejou de todo coração que "intensifique o diálogo entre pastores e movimentos eclesiais em todos os níveis: nas paróquias, nas dioceses e com a Sé Apostólica". 

Recordando que estas associações receberam o reconhecimento pontifício ou estão seguindo o processo necessário para alcançá-lo, o Santo Padre concluiu advertindo que "os pastores, especialmente os bispos, no dever de discernimento que lhes compete, não podem desconhecer este dado".