Papa pede maior empenho contra pobreza

Une-se ao «chamado à solidariedade» dos bispos aos líderes políticos mundiais

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Por Roberta Sciamplicotti

CASTEL GANDOLFO, domingo, 6 de julho de 2008 (ZENIT.org).- O Papa Bento XVI uniu-se neste domingo ao «chamado à solidariedade» feito pelos bispos antes da reunião dos Chefes de Estado e de Governo dos países membros do G8, que se encontram a partir de amanhã no Japão.

Esta declaração foi realizada hoje, imediatamente depois da oração do Angelus, em seu breve discurso aos peregrinos reunidos no Pátio do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo.

A reunião do G8 reunirá os representantes dos Estados Unidos, Grã Bretanha, Alemanha, França, Itália, Canadá, Japão e Rússia na localidade japonesa de Hokkaido-Toyako, junto com outros líderes mundiais. A reunião, que terminará em 9 de julho, tratará, entre outras questões, do desenvolvimento e da mudança climática.

O Papa pede aos líderes políticos mundiais que «levem a cabo as tarefas assumidas nas precedentes reuniões do G8 e adotem valentemente todas as medidas necessárias para vencer o flagelo da pobreza extrema, da fome, das enfermidades, do analfabetismo, que aflige ainda a grande parte da humanidade».

A voz do Papa une-se assim à dos bispos dos países do G8, os quais dirigiram uma carta a seus governantes, pedindo-lhes que mantenham seu compromisso, adotado na reunião de 2005, de destinar cada ano 50 bilhões de dólares para ajuda ao desenvolvimento, até 2010.

«Uno-se também a este grave chamado à solidariedade», afirmou o Papa.

O pontífice dirigiu-se «aos participantes no encontro de Hokkaido-Toyako», e lhes pediu que «no centro de suas deliberações ponham as necessidades das populações mais fracas e mais pobres».

Estes países, afirmou, são «cada vez mais vulneráveis por causa das especulações e das turbulências financeiras e de seus efeitos perversos sobre os preços dos alimentos e da energia».

«Auguro que a generosidade e a longanimidade ajudem a tomar decisões de face a relançar um processo eqüitativo de desenvolvimento integral, para salvaguardar a dignidade humana», acrescentou o Papa.

Também o cardeal Oscar Rodríguez Maradiaga, presidente da Cáritas Internacionalexpressou seu apoio a este chamado à solidariedade, afirmando que o G8 «deve adotar medidas urgentes para poder alcançar um dos principais Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, a drástica redução da pobreza antes de 2015».

O cardeal pediu aos líderes que «mantenham as promessas feitas no passado sobre a quantidade e a qualidade das ajudas».