Papa pede solução negociada para região sudanesa de Darfur

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CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 1º de junho de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI pediu nesta sexta-feira uma solução negociada para a sanguinária região sudanesa de Darfur, ao receber as cartas credenciais do novo embaixador desse país, Ahmed Hamid Elfaki Hamid.



«Neste conflito mortal, que afeta prioritariamente as populações civis, todos sabem que nenhuma solução para chegar à paz fundada sobre a justiça pode aplicar-se com a força das armas», afirmou o Papa.

O conflito de Darfur acontece desde 2003 entre os janjauid, um grupo de milicianos formados por membros das tribos dos baggara (criadores de camelos de etnia árabe) e os povos não-baggara, principalmente agricultores. A imensa maioria da população de Darfur, nos dois grupos, é muçulmana.

Não existe acordo quanto ao número de mortes produzidas pelo conflito. Geralmente se considera o número de 400.000 vítimas, dado pela organização não-governamental Coalizão para a Justiça Internacional, que foi também implicitamente considerada válida pela ONU. Acredita-se que mais de dois milhões de pessoas se deslocaram de seus lugares por causa do conflito.

Para o Papa, a solução do conflito no Sudão passa «pela cultura do diálogo e pela negociação para alcançar uma solução política do conflito, no respeito das minorias culturais, étnicas e religiosas».

«Nunca é tarde demais para tomar com valentia as decisões necessárias e, em certas ocasiões exigentes, destinadas a acabar com uma situação de crise, com a condição de que todas as partes se envolvam sinceramente e com determinação em sua resolução e de que as declarações de princípio estejam acompanhadas por aplicações construtivas, em particular sobre as disposições humanitárias urgentes que devem ser promovidas.»

«Portanto, faço um chamado a todas as pessoas que têm responsabilidade nesta questão, para que continuem seus esforços e tomem as decisões que se impõem», concluiu o Papa.