Papa pede testemunho de coerência a jornalistas católicos

«A tranquilidade de consciência não tem preço», afirma

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Por Inma Álvarez

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 26 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Os jornalistas católicos devem dar hoje sobretudo o testemunho de sua própria coerência entre a vida e os valores cristãos que dizem professar. Assim explicou o Papa Bento XVI em uma carta dirigida à União Católica da Imprensa Italiana (UCSI), por ocasião do quinquagésimo aniversário de sua fundação. 

Esta carta, cujo conteúdo foi divulgado pela Santa Sé no sábado passado, 24 de janeiro, está dirigida a Massimo Milone, presidente da UCSI, a quem o pontífice agradece «pelo precioso serviço realizado em seus cinquenta anos de existência». 

Nela, o Papa afirma que hoje o trabalho de jornalista católico «é ainda mais difícil: ao sentido de responsabilidade e ao espírito de serviço que vos distinguem, deveis unir um cada vez mais forte profissionalismo e ao mesmo tempo uma grande capacidade de diálogo com o mundo leigo, em busca de valores compartilhados». 

«Estais comprometidos, sou consciente, em uma tarefa cada vez mais exigente, na qual os espaços de liberdade são com frequência ameaçados, e os interesses econômicos e políticos têm frequentemente preeminência sobre o espírito de serviço e sobre o critério do bem comum», acrescentou. 

Nestes momentos difíceis, torna-se especialmente importante o testemunho da própria coerência, «inclusive correndo grandes riscos; a serenidade da consciência não tem preço». 

«Sereis escutados mais facilmente quanto mais coerente for o testemunho de vossa vida. Não são poucos, entre vossos colegas leigos, aqueles que esperam de vós o testemunho silencioso, sem etiquetas, mas de substância, de uma vida inspirada pelos valores da fé», acrescentou o Papa. 

O pontífice mostrou sua preocupação pelas mudanças «no âmbito da cultura atual, o qual parece ter-se notavelmente enfraquecido, junto com o respeito pela dignidade da pessoa, o sentido dos valores da justiça, da liberdade, da solidariedade, que são essenciais para a sobrevivência de uma sociedade». 

Neste sentido, convidou os jornalistas católicos a «não cederem a compromissos em valores tão importantes». 

«Eu estou próximo de vós com a oração, pedindo ao Senhor que vos ajude a estar sempre dispostos a responder a quem vos peça razão da esperança que está em vós», concluiu o Papa.