Papa põe luta contra a pobreza no centro da reunião do G-8

Em uma carta dirigida à chanceler alemã, Angela Merkel

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ROMA, quarta-feira, 6 de junho de 2007 (ZENIT.org) .- Bento XVI pediu ao G-8 (os sete países mais industrializados do mundo e Rússia) que assuma como prioridade a luta contra a pobreza, durante a reunião que começou hoje em Heligendamm, Alemanha.



O chamado do Papa, relançado nesta terça-feira pela «Rádio Vaticano», está contido em uma carta dirigida à chanceler da República Federal Alemã, Angela Merkel, presidente atual da União Européia e do G-8.

«Alcançar o objetivo da eliminação da pobreza extrema antes do ano 2015 é uma das tarefas mais importantes de nosso tempo», assegura o pontífice na carta.

«Esta meta está ligada indissoluvelmente à paz e à segurança no mundo», declara em sua mensagem.

O Papa pede criar e garantir para os países pobres «de maneira confiável e duradoura, condições comerciais favoráveis que incluam sobretudo um acesso amplo e sem reservas aos mercados».

Desta forma, exige «medidas a favor de um rápido cancelamento completo e incondicional da dívida externa dos países pobres altamente endividados e dos países menos desenvolvidos».

«Hão de tomar-se medidas para que estes países não acabem de novo em uma situação de dívida insustentável», indica.

O Santo Padre exige aos «países industrializados» que cumpram com «os compromissos que assumiram no âmbito das ajudas ao desenvolvimento e cumpri-los plenamente».

Desta forma, pede «importantes investimentos no campo da pesquisa e do desenvolvimento de medicamentos para o tratamento da Aids, da tuberculose, da malária e de outras doenças tropicais».

«Os países industrializados têm de enfrentar a urgente tarefa científica de criar finalmente uma vacina contra a malária», reconhece.

Por último, a carta do Papa alenta a comunidade internacional a seguir trabalhando «por uma redução significativa do comércio de armas, legal ou ilegal, do tráfico ilegal de matérias-primas preciosas e da fuga de capitais dos países pobres».

Amplia este compromisso à «eliminação tanto de práticas de lavagem de dinheiro como da corrupção dos funcionários nos países pobres».

Pode-se ler a carta do Papa na seção de documentos da página web de Zenit.