Papa quer que Basílica Vaticana seja lugar de oração

Audiência ao capítulo do maior templo do catolicismo

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 8 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI quer que o maior templo do catolicismo, a Basílica de São Pedro, no Vaticano, seja sempre um lugar de oração.



Esta foi a mensagem que ele deixou nesta segunda-feira, ao receber em audiência os membros do Capítulo da basílica.

«Confio muito em vós e em vosso ministério, para que a Basílica de São Pedro possa ser um autêntico lugar de oração, de adoração e de louvor ao Senhor», confessou.

«Neste lugar sagrado, ao qual chegam cada dia milhares de peregrinos e turistas de todo o mundo, mais que em qualquer outro lugar, é necessário que junto ao túmulo de Pedro haja uma comunidade estável de oração, que garanta a continuidade com a tradição e que ao mesmo tempo interceda pelas intenções do Papa no hoje da Igreja e do mundo».

O Capítulo Vaticano foi constituído com monges beneditinos em 1053 pelo Papa Leão IX para garantir uma vivência solene do culto divino na Basílica.

Como o Papa recordou na audiência, nas últimas décadas, a atividade do Capítulo «se orientou progressivamente a redescobrir suas funções originárias, que consistem sobretudo o ministério da oração».

«Se a oração é fundamental para todos os cristãos, para vós, queridos irmãos, é uma tarefa, por assim dizer, ‘profissional’», disse-lhes o bispo de Roma.

«A oração é serviço ao Senhor, quem merece ser sempre louvado e adorado, e ao mesmo tempo é testemunho para os homens. E onde Deus é louvado e adorado com fidelidade, não faltam as bênçãos.»

O Papa deixou uma missão particular ao Capítulo Vaticano: «recordar com vossa missão orante ante o túmulo de Pedro que não se pode antepor nada a Deus; que a Igreja está totalmente orientada a Ele, à sua glória; que o primado de Pedro está ao serviço da unidade da Igreja e que esta, por sua vez, está ao serviço do desígnio salvífico da Santíssima Trindade».

Os canônicos, presididos pelo arcipreste da Basílica, atualmente o arcebispo Angelo Comastri, são 34. Reúnem-se na Capela do Coro de São Pedro para rezar o ofício divino dos domingos, nas grandes solenidades litúrgicas e na vigília das mesmas.