Papa reconhece virtudes heróicas do português Mons. Alves Brás

Abre-se assim caminho para beatificação

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LISBOA, domingo, 16 de março de 2008 (ZENIT.org).- A Santa Sé informou esse sábado que Bento XVI aprovou a publicação do decreto que reconhece as «virtudes heróicas» de Mons. Joaquim Alves Brás, que há 75 anos fundou o Instituto Secular das Cooperadoras da Família.

Segundo informa Agência Ecclesia, Joaquim Alves Brás nasceu em Casegas (Portugal), a 20 de Março de 1899. Foi ordenado padre em 19 de Março de 1925, na Diocese da Guarda.

Apóstolo da Juventude trabalhadora e particularmente sensível aos mais pobres e marginalizados, fundou a Obra de Santa Zita em 1932 e o Jornal «Voz das Criadas», hoje «Bem-Fazer».

Fundou o Instituto Secular das Cooperadoras da Família em 1933 e em 1962 o Movimento por um Lar Cristão e o Jornal da Família. Em 1958 recebe do Papa Pio XII o título de Monsenhor e em 1962 do Papa João XXIII, o de Prelado Doméstico.

Morreu a 13 de Março de 1966, vítima de um acidente rodoviário, em Lisboa. O Processo de Beatificação teve início em 1990.

Dulce Teixeira de Sousa, responsável pelo ISCF, revelou à Agência Ecclesia são muitas as pessoas que comunicam «graças» atribuídas ao novo «venerável» ou a deixar pedidos no jazigo, no Cemitério dos Prazeres. Estas graças «têm aumentado progressivamente», seja por causas físicas ou morais, «sobretudo no campo da família».

O reconhecimento da heroicidade das virtudes cristãs surge após o exame detalhado dos relatos das testemunhas no processo de beatificação. A Santa Sé dá assim um parecer positivo ao trabalho desenvolvido sobre a vida, virtudes e fama de santidade de Mons. Alves Brás, que é assim proclamado «venerável».

A segunda etapa do processo consiste no exame de eventuais milagres atribuídos à intercessão do «venerável». Se um destes milagres for considerado autêntico, o «venerável» é considerado «beato». Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, então o beato é proclamado «santo».