Papa ressalta empenho dos Cavaleiros de Colombo pela liberdade religiosa

Mensagem ao Cavaleiro Supremo Carl Albert Anderson pelo 130º encontro anual da ordem

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Por Antonio Gaspari

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 7 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Por ocasião do 130º Encontro Anual dos Cavaleiros de Colombo, em Anaheim, Califórnia, o secretário de Estado vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, SDB, enviou em nome do Santo Padre ao Sr. Carl Albert Anderson, Cavaleiro Supremo, uma mensagem que reitera a gratidão e o apoio na defesa da liberdade da Igreja e dos direitos de todos os crentes.

A mensagem tem um contexto particular: a Igreja católica nos Estados Unidos está se opondo à reforma do governo na saúde, que obriga os fiéis a pagarem para apoiar o aborto e os contraceptivos abortivos. A obrigação é contestada, e não apenas pela Igreja católica, como uma violação da liberdade religiosa.

Na mensagem, Bento XVI se dirige a Carl Albert Anderson para enfatizar o tema da convenção dos Cavaleiros de Colombo, que é precisamente a "proclamação da liberdade em todo o país".

O tema, diz a mensagem, "evoca não só os grandes ideais bíblicos de liberdade e justiça, que inspiraram a fundação dos Estados Unidos da América, mas também a responsabilidade de cada nova geração para preservar, defender e promover aqueles grandes ideais em todos os tempos".

Bento XVI explicou: "No momento em que esforços concertados são feitos para redefinir e limitar o exercício do direito à liberdade religiosa, os Cavaleiros de Colombo vêm trabalhando incansavelmente para ajudar a comunidade católica a reconhecer e responder à gravidade destas novas ameaças à liberdade da Igreja e a dar testemunho moral público".

O pontífice sublinha: "Ao defender o direito de todos os crentes, como cidadãos individuais e dentro das suas instituições, de trabalhar responsavelmente na construção de uma sociedade democrática inspirada pela sua fé, pelos seus valores e pelas suas aspirações, a Ordem vem testemunhando os altos princípios religiosos e patrióticos que a inspiraram desde a fundação".

"Os Cavaleiros de Colombo nasceram como uma sociedade fraterna fiel à Igreja e empenhada na assistência recíproca, como pioneiros no desenvolvimento do apostolado moderno dos leigos". Por esta razão, continua a mensagem, o papa "tem a certeza de que a atual convenção continuará apoiando este legado com a orientação, a inspiração e a direção para uma nova geração de fiéis e leigos católicos".

O convite a promover e sustentar um laicado católico livre dos condicionamentos da cultura dominante, capaz de contrariar a tentativa de deslegitimar a participação da Igreja no debate público sobre as questões que estão moldando o futuro da sociedade americana, já tinha sido feito pelo papa aos bispos dos Estados Unidos em visita ad limina, em 19 de janeiro deste ano.

Face a esta urgência, o Santo Padre encorajou o Conselho Supremo a fortalecer os louváveis programas de formação permanente, catequética e espiritual, que há muito tempo são uma característica dos Cavaleiros de Colombo.

Cada Cavaleiro, nas suas promessas batismais, se compromete a testemunhar diariamente a sua fé em Cristo, o seu amor pela Igreja e o seu compromisso para difundir o Reino de Deus neste mundo.

Ao se aproximar a abertura do Ano da Fé, o papa reza para que os Cavaleiros de Colombo demonstrem "uma vontade cada vez mais forte de professar a sua fé batismal, celebrando-a mais intensamente na liturgia, e de torná-la manifesta mediante o testemunho da própria vida"(cf. Porta Fidei, 9).

Bento XVI procurou transmitir em particular a sua "profunda gratidão pessoal pelo presente espiritual de orações e sacrifícios, que os Cavaleiros e as suas famílias ofereceram pelas suas intenções no curso deste ano, quando se comemora o trigésimo quinto aniversário da sua ordenação episcopal".

O bispo de Roma "tem o prazer de ver neste ato de solidariedade espiritual não apenas um testemunho excepcional de amor pelo Sucessor de São Pedro", que é, como está escrito na constituição dogmática Lumen gentium (nº 18) "o princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade da fé e da comunhão", mas também um sinal de particular fidelidade, lealdade e apoio nestes tempos difíceis.

A mensagem termina com a invocação do Santo Padre à intercessão amorosa de Maria, mãe da Igreja, e com a bênção apostólica concedida a todos os cavaleiros e suas famílias.