Paquistão: Conselho Mundial de Igrejas pede proteção urgente para as minorias religiosas

O motivo são os atentados recentes na igreja de Todos os Santos, em Peshawar

Roma, (Zenit.org) Redacao | 437 visitas

O Conselho Mundial de Igrejas (WCC, na sigla em inglês) pediu que o governo paquistanês “proteja do terrorismo os paquistaneses cristãos e todas as minorias religiosas”, em carta enviada pelo secretário geral do conselho, o reverendo Olav Fykse Tveit, ao primeiro-ministro do Paquistão, Nawaz Sharif, depois dos atentados que aconteceram na semana passada na igreja de Todos os Santos, na cidade de Peshawar. No texto, enviado em cópia para a agência Fides, o WCC “condena os atos de terrorismo” e expressa a sua solidariedade às famílias das vítimas, prometendo “guardar a todos em nossos pensamentos e em nossas orações”.

Tveit compartilha a sua grande preocupação com a insegurança das minorias religiosas no Paquistão, em especial diante da crescente ameaça do extremismo religioso. O secretário insta o governo do país a tomar as medidas necessárias para garantir a segurança das comunidades mais vulneráveis, em especial a das comunidades religiosas que enfrentam constantes ameaças contra a vida.

O terrorismo é um flagelo que atinge toda a nação, como demonstram as cifras mais recentes divulgadas pelo “Centro de Pesquisa e Estudos de Segurança”, com sede na capital, Islamabad.

Em relatório enviado à agência Fides, o centro informa que, desde janeiro até 31 de agosto de 2013, foram assassinadas no Paquistão 4.286 pessoas (além das 4.066 que ficaram feridas), em uma série de assassinatos seletivos, ataques de militantes, ataques terroristas, bombas e ataques suicidas talibãs. “Devido às lacunas existentes no estado de direito e diante da impotência dos tribunais, o Paquistão se tornou um campo de extermínio, onde os militantes fundamentalistas islâmicos talibãs agem com impunidade”, afirma o comunicado enviado à agência Fides pela Asian Human Rights Commission (AHRC), uma ONG com sede em Hong Kong.

 “Para os civis, não há dignidade”, continua a declaração. “O respeito pela vida e o senso de justiça desapareceram. O direito à vida perdeu todo o sentido [...] É urgente intervir no sistema de justiça penal, mas precisamos da vontade política do governo para controlar a militância no país”.