Paquistão: mulher grávida de três meses é apedrejada porque se casou por amor

De acordo com a Comissão de Direitos Humanos do Paquistão, esses crimes se repetem devido à impunidade

Roma, (Zenit.org) Sergio Mora | 569 visitas

Farzana Parveen, 25 anos, mulher paquistanesa, foi assassinada a pedradas diante do tribunal de Lahor, cercada por um grupo de umas 30 pessoas, dentre as quais estava seu pai e seu irmão. Foi ‘castigada’ por ser culpada de ‘ter-se casado com o homem que amava’ e não o que a sua família tinha escolhido.

Morrem a cada ano no Paquistão centenas de mulheres nos chamados "crimes de honra", e em 2013 teriam sido 869 e, de acordo com a Comissão de Direitos Humanos do Paquistão, esses apedrejamentos continuam a se repetir devido à impunidade.

A responsável dos direitos humanos da ONU, Navi Pillay, disse que estava "profundamente chocada" e exigiu que o governo do Paquistão tomasse medidas urgentes e severas, disse BBC Mundo.

A menina estava grávida de três meses e as fotos da agência Reuters deste crime deram a volta ao mundo.

O marido de Farzana Parveen, alegou que a polícia chegou e não fez nada para parar o ataque. "O irmão de Farzana começou a atirar nela com uma arma, mas não acertou, ela, então, tentou escapar, mas tropeçou e caiu”, disse a investigadora da polícia do Paquistão, Rana Akhtar, indica um informante de uma agência. Neste momento "os parentes a apedrejaram com tijolos”.

A jovem saía do tribunal para defender seu esposo, que a família tinha acusado de tê-la sequestrado e obrigado a casar-se. E Farzana foi ao tribunal para declarar que tinha se unido em matrimônio por decisão própria, disse seu advogado, Rao Mohammad Kharal. O casal tinha denunciado, no dia 12 de maio, que tinha conseguido escapar de uma situação similar.

O chefe da diplomacia britânica naquele país disse hoje que está chocado com a morte horrível da menina pela mão de sua família e convidou as autoridades a agir contra esse crime, disse à AFP. (Trad.TS)