Paraguai: bispos defendem vida e família

Declaração da conferência episcopal

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ASSUNÇÃO, quinta-feira, 2 de setembro de 2010 (ZENIT.org) - O Conselho Permanente da Conferência Episcopal do Paraguai publicou no dia 20 de agosto uma declaração, para ser lida em todas as paróquias, chamada "A vida, dom de Deus; a família, patrimônio da humanidade".

A declaração consta de três partes dedicadas, respectivamente, à sexualidade humana; homem e mulher, dois sexos irrenunciáveis; e à família.

Sobre a sexualidade humana, os bispos paraguaios afirmam: "Na gestação de uma nova vida, a natureza apresenta ao mundo o novo ser, homem e mulher. Deus é o criador e o proprietário da vida, conforme nossa fé cristã. Aí se determina o sexo diferenciado de cada um. Em cada um deles está a semente de uma nova vida. Por isso, chamamos a sexualidade humana de fenômeno positivo e um dom de Deus".

"A união da sexualidade com o amor é fundamental - destacam. O amor humano abraça também o corpo e o corpo expressa igualmente o amor espiritual."

Na segunda parte, sobre "Homem e mulher, dois sexos irrenunciáveis", os prelados afirmam: "O homem e a mulher estão orientados a gerar uma nova vida, na responsabilidade compartilhada de seus atos matrimoniais. É a plena expressão da partilha humana, expressão de amor, como experiência matrimonial. A partir da fé, consideramos o matrimônio como um dom de Deus para a humanidade, porque prolonga a ininterrupta corrente da transmissão da vida para a continuidade das gerações".

"Enfim - destacam -, Deus quis doar à união do homem e da mulher uma participação especial em sua obra criadora. Por isso os abençoou com as palavras: ‘Crescei e multiplicai-vos'. No desígnio do Criador, o complemento dos sexos e a fecundidade pertencem, portanto, à própria natureza da instituição do matrimônio."

Na terceira parte, dedicada à família, os bispos afirmam: "Esta começa com o nascimento do primeiro filho. A relação homem-mulher se transforma em uma relação homem-mulher-filho, conferindo ao amor uma dimensão de paternidade-maternidade-filiação. Esta tripla manifestação do amor humano é tão sagrada quanto o matrimônio em si, e deve ser protegida com seus próprios direitos e também obrigações".

Advertem que "um número cada vez maior de filhos e jovens é afetado por problemas muito graves: suicídio, violência nos diferentes âmbitos da sociedade, gravidez precoce, doenças de transmissão sexual, como a pandemia do HIV/AIDS, amizades ruins, o limitado e inadequado acesso aos benefícios da cultura e da recreação, entre outros".

Concluem dizendo que, diante dos avanços dos modelos, perspectivas e ideologias que atacam diretamente a família como fundamento da sociedade, "é necessário reafirmar a defesa da instituição da família e do matrimônio".

"Esta defesa é responsabilidade de todos, em especial dos que exercem o poder político da República, Executivo, Legislativo e Judicial, assim como das organizações da sociedade civil, que incluem a Igreja Católica e a todas as confissões cristãs, particularmente dos meios de comunicação social e de todas as pessoas de boa vontade."

Consideram necessário "um plano educativo que construa personalidades fortes e firmes". Desta forma, afirmam, "o filho e o jovem terão a capacidade de enfrentar os problemas que derivam de conceitos equivocados sobre o matrimônio e a família, que desvirtuam a construção sólida de uma personalidade integrada e equilibrada".

Insistem na participação dos pais de família, sobretudo na elaboração do Plano Educativo Nacional, com a finalidade de salvar a educação de seus filhos. O conteúdo de tal Plano Educativo - destacam - "deve se fundamentar em valores humanos e cristãos, de acordo com a tradição de um país como o nosso, se queremos construir uma sociedade harmoniosa e coparticipativa nos bens temporais e espirituais da nação".