Parlamentares europeus vão dia 7 de dezembro ao Congresso brasileiro promover o aborto

América Latina é principal objetivo da campanha internacional a pressionar países onde aborto é proibido ou limitado

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BRASÍLIA, quinta-feira, 24 de novembro de 2005 (ZENIT.org).- O grupo de parlamentares europeus que vem ao Brasil promover o aborto irá ao Congresso Nacional no dia 7 de dezembro.



Segundo a ata da reunião deliberativa desta quinta-feira da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara do Deputados, a dep. Jandira Feghali solicitou ao presidente desse organismo, deputado Benedito Dias, que essa Comissão participe da recepção ao grupo de parlamentares.

Jandira Feghali é relatora do projeto de lei que descriminaliza o aborto do Brasil em que qualquer período da gestação.

De acordo com a ata da reunião, a dep. Jandira Feghali solicita «que esta Comissão participe no próximo dia 7 de dezembro, às 14:30, juntamente com a Comissão de Direitos Humanos, da recepção de um grupo de parlamentares europeus que estarão de visita ao Brasil, para discutir com diversas autoridades o avanço na legislação mundial que trata da interrupção voluntária da gravidez».

Como noticiou Zenit no domingo passado, o Inter European Parliamentary Forum on Population and Development (IEPFPD) e as Catholics For a Free Choice (CFFC, Católicas pelo Direito de Decidir) ofereceram um pacote de dez dias de atualização para parlamentares europeus no Brasil e no Peru para estudar «a realidade dos direitos sexuais e reprodutivos na América Latina e a influência da Igreja católica sobre questões políticas».

Segundo denúncia do CESPAS (Centro Europeo di Studi su Popolazione, Ambiente e Sviluppo) www.cespas.org, a viagem acontecerá de 1 a 10 de dezembro e --lê-se no convite-- será uma ocasião de encontros com as organizações não-governamentais locais «que promovem a saúde reprodutiva» --para ser mais preciso, o aborto e a contracepção--, homens do governo, parlamentares: com eles se discutirá como retirar «o impacto da religião» sobre o tema.

A visita --foi escrito no convite-- começará no Brasil, onde «está acontecendo uma rápida transição, seja econômica ou política», para depois continuar no Peru, «um dos países mais pobres da região».

De acordo com Riccardo Cascioli, diretor do CESPAS, «esta iniciativa insere-se em uma vasta campanha internacional dirigida a criar pressões sobre países nos quais o aborto é proibido ou limitado. A América Latina é o objetivo principal deste ataque, enquanto é praticamente o único continente onde o aborto continua largamente proibido».