Parlamentares pretendem entregar a Lula abaixo-assinado contra aborto no Brasil

| 916 visitas

BRASÍLIA, quinta-feira, 8 de dezembro de 2005 (ZENIT.org).- Ao final do 1º Seminário em Defesa da Vida – Contra o Aborto, realizado essa quarta-feira em Brasília, parlamentares afirmaram que pretendem entregar ao presidente Lula um abaixo-assinado contra o aborto no Brasil.



Essa foi a proposta do presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida, deputado Luiz Bassuma (PT-BA). Segundo ele, serão criados comitês municipais para organizar um abaixo-assinado nacional contra o aborto.

De acordo com Bassuma, o documento deverá ser entregue no próximo ano ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo refere Agência Câmara.

O Seminário, realizado na Câmara dos Deputados, discutiu durante todo o dia as razões científicas, jurídicas e religiosas contra a prática do aborto e as estratégias para a mobilização popular contra a interrupção voluntária da gravidez.

Na próxima semana, os organizadores do encontro divulgarão a Carta de Brasília contra o Aborto.

A mobilização dos segmentos contrários ao aborto ocorre devido à iminência da votação, pela Comissão de Seguridade Social e Família, do substitutivo da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ao Projeto de Lei 1.135/91, que libera o aborto no Brasil em qualquer momento da gestação.

Na reunião que discutiu o projeto essa quarta-feira, ficou decidido que a votação seria adiada por duas sessões.

Na próxima semana, haverá apenas uma reunião da Comissão de Seguridade. Já na semana seguinte, os parlamentares devem entrar em recesso. Com isso, a votação do projeto do aborto fica adiada para fevereiro de 2006, mês em que são retomados os trabalhos do Congresso.

Ainda essa quarta-feira, durante o Seminário em Defesa da Vida, o presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), cardeal Geraldo Majella Agnelo, fez um apelo para que Congresso desista de votar o projeto.

O cardeal afirmou que pede «a Deus que ilumine nossos legisladores para que se conscientizem da gravíssima obrigação de lutar pela vida».