Parlamento Europeu não vota a resolução Estrela

Com o adiamento da emenda, a Europa dá um basta à arrogância do lobby feminista

Cidade do Vaticano, (Zenit.org) | 370 visitas

"O adiamento da votação sobre a resolução Estrela manifesta o fastio reinante no Parlamento Europeu com a contínua insistência da ala veterofeminista, que todo mês repropõe as mesmas questões a favor do aborto e do casamento homossexual", declarou Carlo Casini, presidente do Movimento italiano pela Vida (MPV).

"A grandíssima maioria rejeitou a emenda, que teria esparramado o péssimo conteúdo da proposta. Isso demonstra, infelizmente, que o trabalho a ser feito na Europa para defender a vida é realmente grande, mas, com esse novo adiamento, o Parlamento Europeu disse que é hora de acabar com esse método oblíquo, arrogante, substancialmente enganador e incorreto com que as questões bioéticas são apresentadas continuamente ao debate parlamentar".

O presidente do MPV italiano espera "que o voto do tribunal tenha expressado a inquietação dos parlamentares, que, mesmo não tendo rejeitado a substância da resolução, não quiseram sequer discutir o assunto, pelo menos neste momento".

"A iniciativa popular ‘Um de Nós’ não teve e não tem nada a ver com o debate de hoje", acrescenta Casini, referindo-se ao abaixo-assinado que vem reunindo assinaturas em toda a Europa a fim de pedir o reconhecimento da dignidade do embrião humano como “um de nós”, ou seja, como pessoa humana. A resolução agora adiada, “mesmo que tivesse sido aprovada, não poderia dificultar o processo legislativo desta iniciativa popular europeia".

É notório, no entanto, conclui Casini, que “chegou a hora de obrigar a opinião pública e o Parlamento Europeu, tão solícitos para defender teoricamente a igualdade e a dignidade humana, a olharem para a criança concebida e responderem à única pergunta da qual depende a solução de todos os problemas: o bebê ainda não nascido é ou não é um de nós?".