Pastoral da Juventude deve incidir na vida dos jovens do país

E atuar também junto àqueles que não estão inseridos na Igreja, diz bispo

| 393 visitas

BRASÍLIA, segunda-feira, 26 de maio de 2008 (ZENIT.org).- A Pastoral da Juventude deve-se fortalecer no Brasil e ter uma incidência maior na vida dos jovens do país.

Foi o que pediu esse final de semana Dom José Luiz Bertanha, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), na 15ª Assembléia Nacional das Pastorais da Juventude do Brasil, realizada em Brasília.

O evento, que acontece a cada três anos, reuniu 70 delegados responsáveis por pastorais da juventude em diferentes regiões do país.

De acordo com o bispo, o documento 85 da CNBB --Evangelização da Juventude, publicado no ano passado pelo organismo episcopal-- «é uma fonte inspiradora e um espelho para os jovens espalhados por todo o Brasil».

Dom José Bertanha destacou --segundo refere a Sala de Imprensa da CNBB-- que as pastorais da juventude têm o grande desafio de se fazerem presentes junto à juventude que está por todo o país, «principalmente junto àqueles que não estão inseridos na Igreja».

Já Dom Eduardo Pinheiro, bispo referencial do Setor Juventude na CNBB, afirmou que há uma grande expectativa dos bispos do Brasil em «resgatar um trabalho qualificado com a juventude e suas diversas organizações».

«Sem o rosto jovem, certamente a Igreja não conseguiria realizar sua missão», comentou o prelado, citando palavras de Bento XVI aos jovens no estádio Pacaembu (São Paulo), em maio de 2007.

Prioridades

Os delegados em assembléia da Pastoral da Juventude aprovaram nesse final de semana seis causas comuns a serem assumidas pela rede de apostolado.

As pastorais da juventude em todo o país irão trabalhar, no âmbito da pessoa, «ser jovem e o projeto de vida do jovem»; no âmbito da comunidade, «um novo jeito de ser Igreja e o fortalecimento das PJs» e no âmbito da sociedade, «novo modelo de sociedade e combate à violência contra a juventude».

De acordo com Dom Eduardo Pinheiro, a eleição dessas diretrizes reflete o esforço das pastorais da juventude de caminharem unidas.

«Alegrei-me porque percebi, nesta assembléia, que há harmonia e unidade no desejo das várias PJs, especialmente quanto ao progresso de sua caminhada», disse.