Pastoral universitária deve promover novo humanismo

Termina congresso organizado pelo CCEE em Munique

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Munique, quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - A pastoral universitária está chamada a desenvolver uma nova síntese humanista. É a mensagem que emerge do Congresso Europeu de Pastoral Universitária, realizado em Munique (Alemanha), de 27 a 30 de janeiro.

No encontro sobre "Formação, educação e Evangelho: perspectivas da pastoral universitária na Europa", participaram 60 delegados de 23 conferências episcopais da Europa e representantes de associações e movimentos universitários.

Também estiveram presentes delegados da Santa Sé, representando a Congregação para a Educação Católica e o Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.

O encontro foi organizado pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), com o apoio da Conferência dos Bispos Alemães, e foi acolhido pelo cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique e Freising.

Na saudação inicial, como recorda o comunicado divulgado no final do congresso, o cardeal Marx destacou como a pastoral universitária hoje está chamada a desenvolver uma nova síntese humanista, como já havia indicado o Papa Bento XVI em sua encíclica Caritas in veritate. 

Por este motivo, explica o comunicado, "é necessário que a Igreja tenha uma visão global da ciência, para promover uma formação de 360º e programas pedagógicos baseados na confiança".

"Precisamos ajudar as pessoas a viver na pluralidade que caracteriza cada vez mais o futuro da nossa cidade. É preciso voltar à tarefa originária da universidade: o crescimento da humanidade, a vanguarda espiritual, e ser pedra angular da rede de intelectuais, pelo interesse do bem comum".

Para conseguir isso, "a liberdade científica e acadêmica requerem uma abordagem baseada em valores que a Igreja pode oferecer". 

O evento se desenvolveu em torno de três temas: os estudantes universitários de hoje, a experiência de fé no contexto universitário e o diálogo da fé com a ciência e a cultura.

Nos quatro dias, tornou-se evidente a riqueza de atividades e projetos realizados por diferentes conferências episcopais, para enfrentar o desafio da pastoral universitária.

O futuro desta última, observou o comunicado, "passa por um trabalho de interação com o conjunto das pastorais das nossas dioceses, de maneira orgânica e para oferecer um contributo essencial e original ao projeto da nova evangelização".

"Nesse sentido, é necessário ampliar os horizontes da racionalidade e reabrir questões acerca de Deus."

Os participantes do evento, destacou o texto, "puderam constatar como, no coração dos docentes, estudantes e pessoal administrativo das nossas comunidades universitárias e da cultura europeia existe uma nova necessidade de Deus, uma nova perspectiva de Deus em uma sociedade como a europeia, que vive uma fase de pós-secularização e que se abre a novos horizontes". 

Na noite do sábado, 29 de janeiro, os participantes quiseram prestar homenagem aos estudantes cristãos que se opuseram pacificamente ao regime da Alemanha nazista, concentrando-se perto do monumento aos membros da Rosa Branca.

Este evento terminou no domingo passado, com uma Missa celebrada pelo cardeal Marx, na catedral de Munique.

Ao Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) pertencem, como membros, as atuais 33 conferências episcopais presentes na Europa, representadas por direito pelos seus presidentes, dos arcebispos de Luxemburgo e do Principado do Mônaco e do bispo de Chişinău (Moldávia).

É presidido pelo cardeal Peter Erdö, arcebispo de Esztergom-Budapeste e primaz da Hungria; os vice-presidentes são o cardeal Josip Bozanić, arcebispo de Zagreb, o cardeal Jean-Pierre Ricard, arcebispo de Bordéus; e o secretário-geral da CCEE é o Pe. Duarte da Cunha. A sede desta organização está em St. Gallen (Suíça).