Pauta do dia: atuar

Assim Papa Francisco, ao grito de Coragem e paciência convidou os fieis a começarem a ajudar as pessoas que passam por dificuldades

Roma, (Zenit.org) Emilia Richiello | 451 visitas

Cidade do Vaticano, segunda-feira, 17 de junho de 2013. 19h20. A Sala Nervi está repleta,  multicolorida. Pessoas de todo o mundo, adultos e crianças. 10 mil pessoas estão se preparando para ouvir o discurso do Papa por ocasião do Congresso da Diocese de Roma.

Muitos outros não conseguem entrar. Estão do lado de fora, à sombra da colunata que os protege. Mães, carrinhos de bebê, escoteiros. Todos tem o ingresso na mão na esperança de conseguirem entrar. Bergoglio não consegue passar. Há muita gente. Cumprimenta-os, um a um. Abençoa as crianças e acaricia suas testas. Sorri.

Um estrondoso sucesso antes mesmo de começar. Todos entusiasmados. Também quem permaneceu fora. Sentem a proximidade de um Papa diferente. Um papa que não se perde em conversa fiada. É rápido, incisivo. Em somente 40 minutos de discurso ensina e diverte. As câmeras focam pessoas sorrindo. Ninguém está entediado.

"Os cristãos devem ser revolucionários", diz instintivamente o Papa. Não devemos ficar sentados rezando, lamentando-nos ou esperando uma ajuda do céu. Temos que atuar. Ir às periferias. Não desanimar-nos, embora não seja fácil. Coragem é a palavra chave, afirma o pontífice. Sem coragem não vamos a lugar nenhum. Devemos ser práticos. Temos que testemunhar. As palavras sem os fatos não são nada. A paciência é necessária.

"Não compreendo as comunidades fechadas”, afirma sorrindo. “Quando uma comunidade é fechada, [...] é uma comunidade estéril. Não é fecunda”. Em poucas palavras é inútil. Primeiramente Bergoglio denuncia abertamente aquela parte de católicos que não contribuem para a difusão do Evangelho. E por Evangelho entenda-se não somente as Sagradas Escrituras, mas uma verdadeira e real contribuição prática.

Neste momento, o que se precisa é ir às periferias e ajudar quem tem necessidade. Especialmente os jovens que precisam. Aqui Bergoglio só pôde fazer uma reflexão profunda sobre a sociedade de hoje. Cada vez mais adolescentes estão sem esperança. Fala-se de suicídios, depressões. E é precisamente esta a tarefa do cristianismo hoje. Restaurar a Esperança, restaurar a Vida com V maiúsculo.

"Não é uma tarefa fácil", mas é a nossa tarefa, é o nosso dever. Além disso, "não somos penteadores de ovelhas, somos pastores”: essa é a diferença. Somos uma revolução, a única que mudou o coração dos homens, continua sorrindo Papa Francisco.

Tradução Thácio Siqueira