Paz exige justiça e luta contra corrupção, assegura Bento XVI

Ao receber as cartas credenciais do novo embaixador do Gabão

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CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 26 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Bento XVI lançou nesta quinta-feira um apelo para edificar a paz com a justiça e o respeito dos direitos humanos, aproveitando o discurso que realizou ao novo embaixador da República Africana do Gabão, Firmin Mboustsou.

«Por seu intermédio, senhor embaixador, convido todas as autoridades e os homens de boa vontade, em particular no querido continente africano, a comprometerem-se cada vez mais em favor de um mundo pacífico, fraterno e solidário», explica o Papa em seu discurso em francês.

«Faço hoje um apelo a uma coragem cada vez mais profética, recordando que a paz e a justiça avançam juntas e que tudo isto deve concretizar-se através do respeito à legalidade em todos os âmbitos», indicou.

De fato, declarou o bispo de Roma, «sem justiça, sem lutar contra toda forma de corrupção, sem o respeito das regras do direito é impossível construir uma verdadeira paz».

Está claro, assegurou,  que é difícil para os cidadãos confiarem em seus dirigentes e que «sem o respeito da liberdade de cada indivíduo não pode acontecer a paz».

Ao falar da justiça social, o bispo de Roma afirmou que «é oportuno que os habitantes do país sejam os primeiros beneficiários do produto das riquezas naturais da nação e fazer todo o possível por uma melhor tutela do planeta, deixando às futuras gerações uma terra verdadeiramente habitável, capaz de alimentar seus habitantes».

O Santo Padre sublinhou que «segundo sua tradição, sob formas que lhe são apropriadas, a Igreja esta disposta a colaborar e oferecer seu apoio a todas as pessoas cuja preocupação principal consiste em estabelecer uma sociedade que respeite os direitos mais elementares do homem e construir uma sociedade para o homem».

Bento XVI explicou que a Igreja contribui à paz com sua obra educativa e com a assistência espiritual aos membros das forças armadas.

Sua missão, disse, «é particularmente delicada e constitui acima de tudo um serviço à paz, à justiça e à segurança».