Pe. Julian Carrón é reeleito presidente de Comunhão e Libertação

O sacerdote espanhol assume seu terceiro mandato, depois de ter sucedido o fundador em março de 2005

Roma, (Zenit.org) Ivan de Vargas | 290 visitas

Pe. Julián Carron foi reeleito sábado passado presidente da Fraternidade de Comunhão e Libertação (CL), com um só voto em branco, para os próximos seis anos. Assim, o sacerdote espanhol assumiu um terceiro mandato de governo. Quem deu a notícia foi o próprio Carrón, com uma carta enviada a todos os membros do movimento.

"No sábado passado, 29 de março, reuniu-se em Milão a Diaconia da Fraternidade com o objetivo principal de eleger o seu presidente, tendo decorrido os seis anos prescritos pelos estatutos", explica.

"Tinha uma preocupação que expressei rapidamente aos membros da Diaconia: que não fosse uma eleição formal, mas a ocasião para tomar o pulso da situação do movimento, depois dos desafios que enfrentamos ao longo destes anos”, acrescenta.

"Todos tinham visto a rota que eu tinha proposto como resposta a estes desafios, na tentativa de aproveitar tudo o que estava acontecendo para o nosso amadurecimento, seguindo o caminho e o método sugeridos pelo carisma”, continua.

"Da mesma forma, deixei claro que era bem consciente de que eu não sou o depositário do carisma. E o fato de ter sido indicado por Don Giussani para guiar o movimento não é uma aprovação de tudo o que faço. Assim, tendo em frente todo o caminho percorrido, os membros da Diaconia contavam com os elementos para avaliar a pertinência da proposta para as exigências da vida e, ao mesmo tempo, com os dados necessários para julgar a fidelidade da proposta mesma ao carisma recebido”, destaca.

"Para facilitar uma discussão livre, esclareci imediatamente que ninguém tinha que se sentir com dívidas comigo, nem mesmo aqueles que foram indicados por mim para participar na Diaconia. Na hora de procurar a pessoa mais adequada para guiar-nos, a única preocupação tinha que ser o bem do movimento”, assegura.

"A única atitude necessária para executar essa tarefa era obedecer o Mistério na hora de identificar a pessoa mais adequada para levar adiante a nossa história, para que possamos responder de forma cada vez menos inadequada ao pedido do Papa Francisco de ser testemunhas do essencial em todas as periferias existenciais", diz.

"A Diaconia decidiu reeleger-me, o que eu aceitei por gratidão com a história que me gerou e continua gerando-me junto a vós, e pelo desejo de continuar vivendo a apaixonante aventura destes anos”, admite.

"Convido-vos, nesta nova etapa da nossa história, a renovar o desejo de caminhar juntos até o destino, Cristo, que nos conquistou, para chegar a ser, cada vez mais, filhos de Dom Giussani”, conclui o sacerdote espanhol.

A Fraternidade de CL é uma associação universal de fieis reconhecida durante os anos 80: o primeiro reconhecimento oficial data de 11 de julho de 1980 e tem a assinatura de mons Matronola, abade de Montecassino. Mais tarde chegará o do Conselho Pontifício para os Leigos, no dia 11 de fevereiro de 1982. Trata-se de adultos que livremente se comprometem a viver o seguimento de Cristo e da Igreja de acordo com o método transmitido pelo fundador, o sacerdote italiano Luigi Giussani.

Presidida pelo Pe. Giussani até a sua morte, a Fraternidade é atualmente dirigida pelo Pe. Julián Carrón, eleito presidente no dia 19 de março de 2005 pela Diaconia Central como sucessor do fundador; no dia 08 de março de 2008, tendo chegado ao fim do seu mandato, a Diaconia Central voltou a confirmar a sua nomeação como presidente da Fraternidade para os próximos seis anos, e no passado 29 de Março foi novamente ratificado no cargo.

Hoje, a Fraternidade reúne em seus grupos - espalhados por todos os continentes - cerca de 60.000 adultos, comprometidos no caminho da santidade, reconhecida como fim da existência e da amizade recíproca. A adesão à Fraternidade prevê uma regra essencial de ascese pessoal: momentos diários de oração, a participação nas reuniões de formação espiritual, entre os quais os Exercícios Espirituais, os retiros, e o compromisso do apoio econômico, das iniciativas de caridade , missão e cultura promovidas e sustentadas pela mesma Fraternidade.

[Trad.TS]