Pe. Rodolfo Komorek, sacerdote polonês que viveu santamente no Brasil

Entrevista com o Dom Hilário Moser, SDB, vice-postulador da Causa de Beatificação

Brasília, (Zenit.org) Thácio Siqueira | 1722 visitas

Hoje é o dia dedicado à oração e divulgação da Causa de Beatificação do Venerável Pe. Rodolfo Komorek, que nesse dia completaria 122 anos de vida.

Padre Rodolfo nasceu na Polônia e foi missionário no Brasil. Considerado venerável por João Paulo II no dia 6 de abril de 1995, agora só está esperando um milagre em vistas da sua Beatificação.

Publicamos a seguir uma entrevista concedida a ZENIT por Dom Hilário Moser, SDB, bispo emérito de Tubarão SC e vice-postulador da Causa de beatificação do Venerável sacerdote.

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ZENIT: Quem foi o Padre Rodolfo Komorek?

Dom Hilário: O Venerável Padre Rodolfo Komorek, Salesiano de Dom Bosco, nasceu na Polônia em 11 de agosto de 1890. Com 19 anos entrou para o seminário, ordenou-se padre diocesano com 24 anos. Durante a primeira guerra mundial serviu como capelão militar no hospital e depois, a seu pedido, no front. Por três anos foi pároco em Frystak, onde deu testemunho de pobreza, oração e zelo apostólico. Com 32 anos entrou para a Congregação Salesiana.

ZENIT: E quando veio para o Brasil?

Dom Hilário: Desejando ser missionário, em outubro de 1924 veio para o Brasil. Foi destinado a Dom Feliciano, RS: ali, em pouco tempo, começou a ser chamado “o padre santo”. Passou por várias comunidades e paróquias salesianas, onde foi sempre exemplar na prática da pobreza, no espírito de oração e de união com Deus, no amor aos pobres e aos doentes; em particular, sempre disponível, atencioso com todos, descuidado de si e, inclusive, penitente. 

ZENIT: Onde faleceu?

Dom Hilário: A última comunidade salesiana em que viveu foi na de São José dos Campos. Aqui, durante oito anos, consumou-se no serviço aos pobres, aos doentes e aos que buscavam o Sacramento da Reconciliação. Morreu com 59 anos, no dia 11 de dezembro de 1949. Seu túmulo esteve sempre coberto de flores; agora seus restos mortais repousam na capela anexa à paróquia da Sagrada Família em São José dos Campos, onde os romeiros continuam a visitá-lo e invocá-lo. Os relatos de graças e curas são sem número: numerosos e grossos volumes registram esses favores alcançados pela confiança no Padre Rodolfo e por sua intercessão, conforme acreditamos.

ZENIT: Como está o seu processo de beatificação?

Dom Hilário: O processo de Beatificação, iniciado em 31 de janeiro de 1964, encerrou-se em 6 de abril de 1995, quando João Paulo II declarou o Padre Rodolfo VENERÁVEL. Agora se espera algum milagre com vistas à Beatificação.

ZENIT: E como dar a conhecer a vida do Pe. Rodolfo?

Dom Hilário: A Comunidade Salesiana de São José dos Campos está tomando algumas iniciativas para tornar o Padre Rodolfo mais conhecido e relançar a confiança em sua intercessão. Algumas iniciativas são de ordem local, por conta da paróquia da Sagrada Família. Outras visam um público mais amplo, como breves biografias e outros escritos sobre o Padre Rodolfo, artigos, informes diversos, santinhos com a oração para pedir a glorificação do Padre Rodolfo e solicitar-lhe graças, etc.

Em particular, merece destaque o empenho de alguns leigos de São José dos Campos e cidades vizinhas que puseram no ar: o blog www.padrerodolfokomorek.blogspot.com, além de uma página no Facebook Venerável Rodolfo Komorek e também mensagens sobre o Padre Rodolfo pelo www.twitter.com/rodolfokomorek; têm inclusive o projeto de elaborar um DVD.

ZENIT: Por que tornar a sua vida conhecida?

Dom Hilário: É saudável conhecer o Padre Rodolfo e torná-lo conhecido, recomendar sua devoção ao povo, em particular aos doentes, aos pobres, aos que buscam a Confissão, pessoas às quais o Padre Rodolfo mais dedicou sua vida. Apesar do seu estilo próprio de vida um tanto severo, quem conheceu de perto o Padre Rodolfo sabe como ele era gentil, delicado, atencioso, serviçal, de modo especial com os pobres e os doentes, além de viver em constante união com Deus e contínua oração.