Pedro, Bento XVI e as crianças

Coluna de orientação catequética aos cuidados de Rachel Lemos Abdalla

Campinas, (Zenit.org) Rachel Lemos Abdalla | 1531 visitas

Pedro conheceu Jesus quando já era adulto. Até então, não sabia o que era ter fé. Era um homem rude, simples, pescador, que vivia para sua família e trabalhava para ter o peixe de cada dia. Isso era pouco, mas o suficiente para sua humilde vida! E Deus viu naquele homem a possibilidade de agir e transformá-lo em pescador de homens[1], num líder de comunidades, de povos, de nações... e assim aconteceu!

Seu nome era Simão e Jesus deu-lhe um novo nome, Cefas[2], que quer dizer pedra, e sobre esta pedra quis construir a sua Igreja[3]. Para um homem considerado frágil intelectualmente, Jesus lhe dá um nome forte, mostrando que o poder não está no controle ou na vontade do homem, mas nas mãos de Deus que molda e que transforma até as pedras do caminho.

Depois do encontro pessoal com Cristo e com um nome novo, Pedro passa a ser seguidor do Mestre!

Bento XVI, cujo nome de batismo é Joseph, teve uma formação cristã exemplar diante de um clima de hostilidade entre o regime nazista e a Igreja Católica. Cresceu num povoado, participando das atividades litúrgicas junto à sua família e à comunidade e, na sua adolescência, foi conquistado e se deixou envolver espiritualmente, sendo despertado para o desejo de se entregar por uma causa maior: Cristo!

Em sua autobiografia, ele declara que quando era criança o seu caminho com a liturgia foi um processo de contínuo crescimento, e que a liturgia Católica o acompanhou em todas as fases de sua vida.[4]

Mas o que Pedro e Bento XVI têm em comum com as crianças?

Assim como eles tiveram um dia, um encontro com Jesus, o Mestre, o Cristo que os conduziu por um Caminho de fé, de esperança e de amor, e os chamou para a vocação de discípulos e líderes Vicarius Christi, representantes de Cristo na Terra,tambémas crianças, no mundo de hoje, diante de tantos desafios na formação e na educação cristã, precisam ser orientadas sob um novo prisma, um novo olhar, para que tenham um encontro com a pessoa de Jesus, como um amigo que, embora não seja visível, não é abstrato, e mesmo não podendo ser tocado, não é virtual, é real, existe e se faz presente a todo instante.

Numa linguagem atual, dinâmica e realista, pais e catequistas atingem as crianças e são instrumentos do amor de Deus através de suas atitudes, do exemplo de prática cristã, elementos que elas compreendem e que afloram a percepção: a coerência entre o falar e o agir, as palavras e as ações. Uma completa a outra e solidifica o conceito!

Cada Padre, Bispo, Cardeal ou Papa teve sua infância, sua história pessoal, um chamado particular em algum momento para servir a Cristo na Igreja. A família e a comunidade cristã são veículos que conduzem as crianças e os jovens para este encontro com Deus, possibilitando o surgimento de novas vocações, verdadeiros chamados para o seguimento de Cristo na Igreja, na família e na sociedade!

*Rachel Lemos Abdalla é Fundadora e Presidente da Associação Católica Pequeninos do Senhor; Coordenadora da Catequese da Família da Paróquia Nossa Senhora das Dores em Campinas; e é membro da 'Equipe de Trabalho' do 'Ambiente Virtual de Formação' da Arquidiocese de Campinas, São Paulo – Brasil.

Site: www.pequeninosdosenhor.org

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[1] Lc 5,10

[2] Kepha (Aramaico); Petros (Grego); Petrus (Latim); Cefas (Português).

[3] Jesus disse para Pedro: “Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, [...] Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja... Eu te darei as chaves do Reino dos Céus (Mt 16,15-19).

[4]Vídeo – Canção Nova Portugal: Vocação ao Sacerdócio de Bento XVI