Pelo trabalho deve-se alcançar a plena humanidade, afirma arcebispo

As perspectivas de trabalho indicam se uma sociedade é orientada para o bem comum

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BELO HORIZONTE, terça-feira, 5 de maio de 2009 (ZENIT.org).- Sendo o trabalho uma “dimensão fundamental” da existência, por meio dele “deve-se alcançar a plena humanidade”. “Por essa, e por outras razões importantes, ninguém pode ficar sem trabalhar”, afirma o arcebispo de Belo Horizonte.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo destaca, em artigo enviado a Zenit nas celebrações do 1° de maio, que o trabalho “é participação na obra da criação bem como de sua redenção”. Ao trabalhar, “cada qual é convocado a realizar sua tarefa com esmero, dedicação e esforço continuado de um serviço competente à sociedade”.

Nesta perspectiva –prossegue o arcebispo–, “os cristãos têm, também, um especial compromisso de viver o trabalho com o estilo de Jesus Cristo, seu mestre e senhor. Isto é, torná-lo razão de testemunho, levando ao ápice o sentido, a necessidade e a alegria de trabalhar e ganhar o próprio sustento e de sua família”.

“Mediante o trabalho, tenha-se presente, que homens e mulheres governam o mundo com Deus. Por isso também o ócio é nocivo ao ser humano, enquanto a atividade favorece o corpo e o espírito.”

Dom Walmor considera ainda que a humanização que vem do trabalho “inclui, pois, além de se conseguir o pão de cada dia, o compromisso de solicitude com o próximo mais pobre, fomentando a solidariedade”.

“Neste âmbito se inscreve um insubstituível compromisso com a conquista de uma organização dos sistemas econômicos e sociais respeitosos dos direitos cidadãos.”

“Nestas considerações, em se considerando a gravidade da situação critica vivida por parcela significativa da sociedade, aqueles que não têm trabalho, é preciso retomar o princípio de que o trabalho é um direito fundamental e é um bem para a pessoa humana”, afirma o arcebispo. 

De acordo com o prelado, uma sociedade “orientada para o bem comum e projetada para o futuro se mede também e sobretudo, sublinha a Doutrina Social da Igreja, com base nas perspectivas de trabalho que ela é capaz de oferecer”.