Plano de emergência da Cáritas em Cuba para vítimas dos furacões

Em colaboração com a rede internacional de ajuda da Igreja

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CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 18 de setembro de 2008 (ZENIT.org).- A rede Cáritas em Cuba está realizando um ambicioso programa de resposta à emergência causada nas últimas semanas pelos furacões «Gustav» e «Ike», para prestar ajuda humanitária a 200 mil vítimas nas dioceses mais afetadas.

A ajuda estimada das ações recolhidas neste plano ascende a um milhão de dólares.

Em uma teleconferência realizada ontem entre representantes da Cáritas Internacional e das Cáritas de Cuba, Espanha, Estados Unidos e Alemanha, foram avaliados os danos causados pelos furacões e se definiram as linhas de atuação imediata para auxiliar os danificados em três áreas de trabalho prioritárias: distribuição de ajuda alimentar, distribuição de produtos de higiene e reconstrução de moradias.

Segundo informou a Cáritas Cuba, «Gustav» e «Ike» deixaram, nas 7 dioceses da ilha mais afetadas, cerca de meio milhão de lares destruídos.

De mútuo acordo e por razões óbvias de proximidade geográfica e de operatividade, na reunião se decidiu que a Cáritas Norte-Americana (CRS, Catholic Relief Services) atuará como agência de ligação do conjunto da rede internacional da Cáritas para coordenar a resposta de todas as Cáritas doadoras a esta emergência.

Por sua parte, a Cáritas Espanhola decidiu reforçar o apoio que desde 2004 vem prestando ao programa de idosos vulneráveis da Cáritas Cuba, já que, como conseqüência dos furacões, a maioria dos centros e restaurantes de idosos dirigidos por Cáritas nas 11 dioceses da ilha abriu suas portas como lugares de acolhida aos danificados e decidiu também adequar de forma urgente seus serviços às vítimas do «Gustav» e «Ike». Por esse motivo, nesta mesma semana, a Cáritas Espanhola remeteu à Cáritas Cuba uma remessa de 50 mil euros para reforçar a atividade dos centros de idosos diante da nova conjuntura.

A Cáritas Cuba destacou também as oportunidades de colaboração e entendimento que, no contexto da atual emergência, abriram-se com o governo da ilha, que está permitindo a entrada de ajuda humanitária para os danificados atendidos pela Cáritas.