Plano de Pastoral da Diocese de Amparo

Promulgado por Dom Pedro Carlos Cipolini, Bispo diocesano, o 1º Plano de Pastoral da Diocese de Amparo

Amparo, (Zenit.org) Vanderlei de Lima | 451 visitas

Foi promulgado por Dom Pedro Carlos Cipolini, Bispo diocesano, o 1º Plano de Pastoral da Diocese de Amparo que está à disposição dos interessados num livrete de 32 páginas ou no site da Diocese.

O leitor percebe, logo na introdução, que sempre houve entre os diocesanos o desejo de uma pastoral orgânica e de conjunto, capaz de integrar todas as forças vivas e atuantes nas comunidades. Por essa razão, foi elaborado esse plano com vigência de três anos a contar da data de sua publicação em 2 de fevereiro deste ano.

De conteúdo vinculante (obrigatório), e não meramente opcional, o documento orienta a linha pastoral da Diocese de acordo com o que foi proposto pelos próprios fiéis. Estes se fizeram maciçamente presentes na elaboração dos textos que estão em plena sintonia com a realidade da Igreja no Brasil e desejam, com a esperança colocada em Deus, conduzir as pastorais à unidade na diversidade.

O primeiro capítulo apresenta, a partir da Carta Pastoral de Dom Pedro Carlos, publicada em abril de 2012, o detalhamento histórico da elaboração do Plano.

A exposição feita no capítulo 2 é, por assim dizer, a sustentação doutrinária do documento que propõe três referências norteadoras no desenvolvimento das prioridades pastorais da ação evangelizadora. Elas podem ser assim sintetizadas: evangelizar a partir de Jesus Cristo como Igreja missionária, que é também discípula e profética, a fim de que todos tenham vida, a vida comunicada pelo Senhor Jesus, o Bom Pastor (Jo 10,10). E é à luz desses princípios que devemos nos perguntar se estamos trabalhando de modo aberto com a Igreja e como Igreja ou se permanecemos fechados em nós mesmos e qualquer outra instituição humana poderia nos substituir?

No terceiro capítulo, encontramos as três grandes prioridades pastorais escolhidas pelo povo de Deus da Igreja que está em Amparo. São eles:

1) A família em seus valores cristãos. Daí a importância da Pastoral Familiar com os seus desdobramentos (Pastoral do Batismo, da Crisma, da Criança, do Idoso etc.). Esta deve se preocupar com os vários momentos da família: antes de formada pelo sacramento do Matrimônio, na celebração do Matrimônio e nas situações especiais pós- matrimonial (famílias de migrantes, pais e mães solteiros, divorciados etc.) e de acolhida às famílias nas paróquias a fim de que sejam acompanhadas em suas reais necessidades. Sempre, porém, em colaboração com as demais pastorais diocesanas.

2) A formação integral (bíblica, catequética, litúrgica e da Doutrina Social da Igreja) em vista da missão. Se para anunciar é preciso conhecer a Palavra de Deus, sejam promovidos retiros formativos, formação teológica em nível diocesano, forâneo (forania é um conjunto regional de paróquias) e paroquial, além de capacitações pastorais que contemplem dois níveis: o geral (para todas as pastorais) e o específico (para cada pastoral em particular), além de uma maior atenção aos diversos meios de comunicação a serem devidamente utilizados para que tenhamos “uma Igreja em permanente estado de missão” (p. 24).

3) A juventude para que sejam os jovem discípulos e missionários de Jesus Cristo, uma vez que eles são prioridade na Igreja e, por isso, devemos oferecer-lhes esperança e formação. Importante para a realização dessa proposta é a existência de grupos de jovens que, apesar da diversidade de métodos, devem caminhar na unidade da Igreja diocesana enturmando rapazes e moças na vida eclesial. Que eles possam encontrar em suas comunidades, especialmente junto a seus párocos, o alimento para a sua fé. Este inclui a elucidação de questões polêmicas a fim de que esclarecidos e bem formados possam esses jovens testemunhar, com a vida e a palavra, a exemplo da Virgem Maria e dos santos, o reino de Deus no mundo.

O Documento termina com uma exortação evangélica convidando-nos a avançar para as “águas mais profundas” (Lc 5,4). Para a boa execução de tão nobre tarefa o plano “está confiado aos presbíteros, nossos padres, mas também os cristãos leigos são, pelo Batismo, vocacionados ao discipulado e à missão. Este plano de pastoral é nosso, de toda a Igreja de Amparo e cabe a todos nós assumi-lo” (p. 30).