Pobreza é o maior desafio de Moçambique, diz bispo

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KÖNIGSTEIN, segunda-feira, 17 de outubro de 2005 (ZENIT.org).- De acordo com Dom Germano Grachane, bispo de Nacala, norte de Moçambique, a pobreza é o maior desafio para a sociedade e a Igreja nesse país do leste da África.



«Devido aos recursos naturais, a produção de GNP no país tem crescido nos últimos anos, mas a brecha entre ricos e pobres ainda se amplia», disse o bispo durante sua recente visita a Ajuda à Igreja que Sofre, que tem sua sede em Königstein, Alemanha.

Ao classificar de «muito boas» as relações entre Igreja e Estado, Dom Grachane afirmou que, «às vezes, a Igreja orienta os líderes políticos, quando eles pensam em caminhos materialistas».

Referindo-se ao dia comum de oração para cristãos, muçulmanos, hindus e budistas em Moçambique, que se realizou em 4 de outubro, o prelado disse que «as relações ecumênicas com cristãos de outras denominações e também o diálogo inter-religioso seguem muito bem. Os muçulmanos não são agressivos, não são fundamentalistas». Segundo o bispo, os muçulmanos dizem que se sentem muito próximos dele.

De acordo com Dom Grachane, Nacala, com mais de 2 milhões de habitantes, tem 250.000 católicos, 30 sacerdotes e 25 seminaristas maiores.

Ao concluir suas palavras, o bispo pediu a AIS e aos benfeitores que apóiem a diocese, a qual por muitos anos tem sofrido com a «seca desastrosa». Pediu «ajuda especial para a formação contínua de sacerdotes».

Em 1947, o padre Werenfried van Straaten (1913-2003), sacerdote premonstratense holandês, fundou «AIS» para sustentar a Igreja onde tivesse dificuldades em sua missão por causa da falta de liberdade religiosa ou de meios econômicos.

Atualmente, a organização conta com filiais em dezessete países onde é sustentada por benfeitores. Na sede internacional de Königstein (Alemanha) tramita anualmente média de dez mil projetos apresentados por sacerdotes, religiosos e bispos de mais de 130 países do mundo.