Pobreza, principal preocupação da Ação Católica Latino-americana

Fórum é celebrado com a participação de trinta delegações

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CIDADE DO MÉXICO, terça-feira, 27 de julho de 2010 (ZENIT.orgEl Observador) – Com a participação de trinta delegações do México, Argentina, Peru, Nicarágua, Estados Unidos, Guatemala, Colômbia e Equador, aconteceu o Sexto Fórum da Ação Católica da América Latina.

O objetivo foi “refletir na vida, no pão, na liberdade e na paz para efeito nos povos latino-americanos”, segundo expressou Emilio Inzaurraga, coordenador geral do Fórum.

Entrevistado na missa da peregrinação dos membros do fórum na Antiga Basílica de Guadalupe, Inzaurraga destacou que as análises se dividem em três etapas desde o ponto de vista social, eclesial e associativo, com o propósito de abordar ações junto aos povos da América Latina.

“Trabalhamos sobre os desafios de nosso continente. Discutimos, por exemplo, o aumento de pessoas pobres, que atualmente já somam mais de 190 milhões em nosso continente. A pobreza mata e marginaliza. A Ação Católica assume esses desafios com a finalidade de dar apoio às comunidades”, disse Emilio Inzaurraga.

O representante da Ação Católica, de origem argentina, mencionou que este movimento “tem contribuído para o desenvolvimento da humanidade para que cada pessoa se reencontre com sua dignidade, fazendo frente aos problemas do mundo, como a insegurança, os problemas econômicos, terrorismo, fome e a discriminação".

No fórum – disse o coordenador geral – foram analisadas as palavras: pão na alimentação dos homens e na pobreza; vida, desde concepção até a morte natural; família e liberdade religiosa na América Latina.

Dom Domenico Zigalini, bispo assistente do Fórum Internacional da Ação Católica, enfatizou que a vida, o pão e a liberdade são elementos fundamentais da vida do homem. Contudo, “a vida vem de Deus, enquanto que o pão é o dom de nossa vida. A paz e a liberdade são valores humanos e cristãos da vida do mundo. Isso nos obriga a ser corresponsáveis com os demais, seguindo o Evangelho”.

(Sergio Estrada)