Portugal: Bispo pede ousadia aos membros da Igreja na ação social

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FÁTIMA, sexta-feira, 7 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- No encerramento da Semana da Pastoral Social essa quinta-feira, em Fátima, Dom Carlos Azevedo pediu ousadia ao clero e aos fiéis na implantação de ações sociais por parte da Igreja.



«A tradição dá modelos e mostra que houve ousadia em determinados tempos da história por parte de muitas figuras da Igreja», afirmou o bispo auxiliar de Lisboa, segundo refere Agência Ecclesia.

Segundo o bispo, o momento atual «é de crise» e «com situações clamorosas». Perante este cenário, Dom Carlos Azevedo apela à «reflexão sobre a realidade» e à existência de mística, «algo que nos galvanize e motive».

Neste contexto social é fundamental «encontrar perspectivas utópicas» que «nos lancem para caminhos quase do impossível e nos levem a perder o medo». Nos domínios governamentais, da economia, da política, as «pessoas vivem situações de medo», disse.

A Ação Sócio-Caritativa da Igreja está dependente dos protocolos com o Estado, mas «o imperativo do amor cristão não pode ficar impedido por apoios de subsídios». E alertou: «Temos de encontrar formas alternativas e inovadoras».

Dom Carlos Azevedo realçou que, «se o Estado tiver miopia para não ver a importância deste trabalho, devemos encontrar formas para responder às reais necessidades das pessoas». A Igreja deve «perder o medo de ser livre nestas dimensões», sublinhou.

Na sua conferência – subordinada ao tema «Tradição e inovação no agir da Igreja» – o bispo auxiliar de Lisboa disse às centenas de pessoas que «ser neutro no campo social é já estar de um lado, porque a imparcialidade é impossível».

E acrescentou: «Não intervir é pecar. Há silêncios, ausências, desconhecimentos que fazem o jogo da maldade».