Portugal: Igreja agradece acolhimento aos portugueses pela Igreja na França

No contexto da Peregrinação do Migrante e Refugiado, no Santuário de Fátima

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FÁTIMA, sexta-feira, 13 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Dom António Marto, bispo de Leiria-Fátima e vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, agradeceu o acolhimento caloroso feito pela Igreja Católica na França aos portugueses emigrantes naquele país.

Ele falou em conferência de imprensa nessa quinta-feira, dirigindo-se a Dom Claude Schockert, bispo de Belfort-Montbéliard e presidente do Serviço Nacional da Pastoral dos Migrantes de França, quem preside estes dias em Fátima à Peregrinação Internacional de Agosto, que integra a Peregrinação do Migrante e do Refugiado, organizada pela Comissão Episcopal da Mobilidade Humana.

“Dou-lhe as boas vindas e, na sua pessoa, quero agradecer a toda a Igreja Católica de França pelo acolhimento que desde há 50 anos, pelo menos, dedicou e dedica a todos os portugueses emigrantes”, disse o bispo, segundo refere a Sala de Imprensa do Santuário de Fátima.

Segundo Dom António Marto, trata-se de “um acolhimento sempre muito fraterno, caloroso e próximo. É uma dívida de gratidão que Portugal e a Igreja Portuguesa tem para com a Igreja em França e, por isso, queria deixar aqui expresso este agradecimento”.

Dom António Marto destacou a “importância particular” desta peregrinação em que participam milhares de emigrantes portugueses, isto porque “são os irmãos que vêm às suas raízes espirituais neste santuário e que neste momento têm os seus problemas agravados pela crise mundial”.

Já Dom António Vitalino Dantas, presidente da Comissão Episcopal de Mobilidade Humana, recordou este ano a Peregrinação volta-se para a comunidade portuguesa residente em França e para a Igreja Francesa que a acolhe.

“Este ano temos a vez dos emigrantes portugueses que estão espalhados pelo mundo e de uma maneira muito especial os que estão na França. Sobretudo na altura da Guerra Mundial, muitos deixaram este país, jovens e adultos, uns para fugir à guerra, ao serviço militar - conheci muitos aí espalhados pela Europa - e outros, a monte, para ter uma melhor oportunidade de vida. A França foi o país que mais gente acolheu”, disse.