Poucos são aqueles que sabem o que é a objeção de consciência

Entrevista ao autor do livro "Obedecer antes a Deus que aos homens", Vanderlei de Lima

Brasília, (Zenit.org) Thácio Siqueira | 1414 visitas

Poucos são aqueles que sabem o que é a “objeção de consciência”, declarou Dom Pedro Carlos Cipolini, bispo de Amparo, no prefácio da mais nova obra do escritor Vanderlei de Lima, “Obedecer antes a Deus que aos homens: a Ética Cristã do lado dos que defendem a Objeção de Consciência como um Direito Humano fundamental”, 2013, 96 páginas, Amparo (SP).

Vanderlei demonstra nessa obra que a objeção de consciência “pode ser entendida como um tipo de resistência à autoridade pública por motivos íntimos”, porém não de forma arbitrária, mas à luz da Lei Moral Natural. Portanto, a moral católica não é, como tantos dizem, “freio, mas direção ao ser humano”.

Acompanhe a entrevista na íntegra:

ZENIT: O que o motivou a publicar o livro “Obedecer antes a Deus que aos homens” tratando da “objeção de consciência”?

Vanderlei de Lima: Acredito que a maior razão para essa publicação se encontra justificada na Apresentação que Dom Pedro Carlos Cipolini, Bispo de Amparo (SP), fez da obra.

Com efeito, escreve ele: “Ao ser solicitado para apresentar esta reflexão sobre o tema da “objeção de consciência”, reparei o quanto este tema é ainda inexplorado em nosso meio. Na realidade, a objeção de consciência ainda não é suficientemente conhecida, nem sequer na comunidade eclesial em toda a sua profundidade ético-teológica”.

Ora, esse desconhecimento do tema por parte de muitos, conforme constata, acertadamente, o Bispo, é que me levou a pesquisar, redigir e publicar o livro.

ZENIT: Quais as principais questões abordadas no livro?

Vanderlei de Lima: As principais questões tratadas no livro visam definir e fundamentar a prática da objeção de consciência. Ela pode ser entendida como um tipo de resistência à autoridade pública por motivos íntimos, ou seja, quando o cidadão julga, de modo bem fundamentado, que as determinações da autoridade são injustas e, por isso, não merecem a obediência, mas, sim, a oposição (cap. 1).

A partir daí o livro trata dos fundamentos doutrinários dessa prática à luz da moral católica, além de trazer um pequeno apêndice esclarecendo a questão na Constituição Brasileira (cap. 2); Vem a seguir uma exposição da Lei Natural Moral, uma das grandes bases da objeção de consciência, e da harmonia (ou desarmonia) dessa Lei com as leis humanas (cap. 3); Dado, porém, que a prática da objeção de consciência cresce no mundo, a “ditadura do relativismo”, muito denunciada pelo Papa Bento XVI, quer aboli-la a fim de obrigar a todos os homens e mulheres a praticarem aquilo que, no mais íntimo do seu ser, rejeitam com veemência (cap. 4); por fim, o livro trata da participação dos católicos na vida pública de seu país, da diferença entre o Estado laico e o laicista (cap. 5) e do pecado, a grande desgraça a ser evitada, no caso por meio da prática da objeção de consciência (cap. 6).

Quem lê com atenção o livro tem, portanto, farto material de reflexão, além de encontrar mais de quarenta fontes de aprofundamento indicadas nas referências bibliográficas.

ZENIT: No que o conteúdo desse livro pode interessar aos leitores de Zenit?

Vanderlei de Lima: O conteúdo do livro pode interessar aos leitores de Zenit na medida em que oferece base sólida (está alicerçado na Moral católica, que não é freio, mas direção ao ser humano) para reflexões e, consequentes, ações no dia a dia.

Se os verdadeiros seguidores de Cristo, Nosso Senhor, souberem sê-lo de verdade, se valerão, com fundamento no material oferecido pelo livro, da “objeção de consciência” em seus meios e com isso salvarão muitas vidas, especialmente inocentes e indefesas ameaçadas pelo aborto, e impedirão ou ao menos retardarão o andamento da “cultura da morte” (João Paulo II), da “ditadura do relativismo” (Bento XVI) e da “cultura do descartável” (Francisco) que visam destruir os valores básicos da civilização cristã.

Afinal, quem hoje não quer saber o que fazer não só diante do aborto, mas também da venda da “pílula do dia seguinte”, da manipulação de embriões humanos, da união civil de pessoas do mesmo sexo, da veiculação de conteúdos contrários à vida e à família nas escolas etc.?

Para maiores informações e pedidos, pode escrever para: toppaz1@gmail.com