Precisamos nos questionar saudavelmente sobre os aspectos profundos da vida, diz bispo

Dom Pedro José Conti, bispo de Macapá (Brasil), aborda exemplo de Marta e Maria

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MACAPÁ, quarta-feira, 25 de julho de 2007 (ZENIT.org).- Ao recordar as palavras de Jesus a Marta, dizendo que sua irmã Maria havia escolhido «a melhor parte», um bispo brasileiro afirma que a agitação tem de começar de dentro, ou seja, «precisamos nos questionar, nos agitar saudavelmente pelos questionamentos profundos da nossa vida».



«Parece tão fácil: a contemplação, a oração, o silêncio atencioso, são a parte melhor. Porém continuam privilégio de poucos», afirma o bispo de Macapá (Brasil), Dom Pedro José Conti, em artigo difundido essa terça-feira pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Segundo o bispo, em um mundo cheio de problemas, não dá mesmo para ficar parados. «A resposta é a ação. Uma ação urgente», afirma.

Mas, segundo o bispo, «talvez fosse mais simples se nos convencêssemos de que a agitação depende de nós».

«A nossa agitação começa por dentro, não vem de fora. Precisamos nos questionar, nos agitar saudavelmente pelos questionamentos profundos da nossa vida.»

«Às inquietações interiores, espirituais, aos questionamentos sobre o sentido da nossa vida não se responde com outras agitações, mas com o silêncio, a reflexão, a oração», afirma.

Segundo Dom Pedro Conti, «também a ação, que necessariamente virá, será bem pensada, bem motivada, surgirá por uma decisão consciente do coração e não pela superficialidade de uma emoção evanescente».

«Por isso acredito, tranqüilamente, que Maria também estava agitada, mas com outro tipo de preocupação que não era a dos afazeres da casa.»

«Maria tinha uma fome e uma sede daquelas que não se satisfazem com os cardápios humanos --explica o bispo--. Nem com faixas, gritos e palavras de ordem. Nesse sentido ela escolheu a fonte melhor para satisfazer a sua fome e a sua sede de sentido da vida: o próprio Jesus. E nós, que corremos tanto, seria melhor se parássemos um pouco, aos pés do Mestre, claro.»