Preciso saber onde vou semear...

Coluna de orientação catequética aos cuidados de Rachel Lemos Abdalla

Campinas, (Zenit.org) Rachel Lemos Abdalla | 615 visitas

Depois dos catequizandos conhecerem o seu catequista, o que ele gosta, como é a sua vida, sua família e profissão etc, chegou a hora do catequista conhecer quem são os seus discípulos.

Se eles forem crianças ou jovenzinhos, prepare cartões, podem ser coloridos ou brancos, para que cada um escreva o seu nome, o nome de sua mãe e/ou do seu pai, ou do seu responsável, e também dos irmãos e do bichinho de estimação, se tiverem. Se forem adultos, peça que escrevam apenas o nome com o sobrenome e profissão, em cartões brancos que serão transformados em crachás com barbantes, sem problemas! Eles deverão usá-los até que todos os colegas e o catequista tenham seus nomes guardados no coração.

Depois do crachá pronto, deixe que cada um fale um pouco sobre si, pois este é o momento de apresentação deles, onde o catequista irá conhecer a realidade em que estará envolvido nos próximos meses ou anos. Com as informações passadas por eles neste primeiro momento, o catequista vai começar a se situar no contexto em que cada um vive, ter consciência de que um é diferente do outro e, por isso a catequese não pode ser padronizada, enlatada como se satisfizesse a todos do mesmo modo. E, também, vai notar que, embora exista uma pluralidade e diversidade de realidades, existe algo em comum entre eles que é o fato de estarem ali, seja por qual motivo for: por livre e espontânea vontade ou por vontade de outrem.

Além disso, o catequista vai conhecer um pouco sobre a família do catequizando, se está unida ou separada e quais as suas características como: se é constituída por um casal heterosexual ou homossexual; se é família mosaico, ou seja, formada por casais separados que se unem para um novo relacionamento levando consigo seus filhos do primeiro relacionamento e gerando novos filhos que são irmãos do anteriores; ou se é uma família considerada modelo dentro das convenções estabelecidas pela sociedade ao longo dos anos, ou seja, um homem e uma mulher que se casam em matrimônio e no civil, e geram filhos que serão chamados cristãos pelo Batismo. Tem também o fato do catequizando ser fruto de uma produção independente ou adotado, apenas para se ter conhecimento, caso ele venha a citar esta realidade.

Se o catequizando for adulto, a linguagem será madura e o catequista deverá, neste momento, pedir que ele fale sobre a sua pessoa, suas características pessoais como, por exemplo: se é tímido ou extrovertido; qual é a sua maior dificuldade e sua maior habilidade; como é a sua personalidade e a sua família; e também sobre a sua profissão e vocação.

A partir destas informações, o catequista estará entrando no terreno que vai preparar, arar e semear durante o processo de evangelização, o qual está disposto a servir.

Os catequizandos precisam sentir que o catequista se interessa por eles, sem que estejam invadindo a sua privacidade, e que estão ali para o que der e vier, pois juntos vão trilhar o mesmo caminho durante um tempo e, por isso, se encontrarem um amigo no outro, mais interessante será o percurso sendo visto de vários ângulos.

Quando o catequista conhece, de fato, os seus catequizandos, ele sabe driblar as situações e transformar as dificuldades em momentos propícios para um aprendizado maior.

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