PREGAÇÃO CIRCUNSTANCIAL (4)

Como melhorar a pregação sagrada: coluna do Pe. Antonio Rivero, L.C., Doutor e professor de Teologia e Oratória no seminário Mater Ecclesiae de São Paulo

São Paulo, (Zenit.org) Pe. Antonio Rivero, L.C. | 989 visitas

Já vimos o batismo, o casamento e as exéquias. Demos agora mais um passo.

PREGAÇÃO EM FESTAS

Há festas sagradas e profanas. Entre as primeiras, algumas são determinadas pelo calendário, como a festa do padroeiro local e as dos padroeiros de agremiações e associações. Outras são festas pessoais, pelo recebimento dos sacramentos: batismo, primeira comunhão, confirmação e matrimônio. Entre as festas profanas, os motivos podem ser incontáveis: uma promoção, o aniversário da fundação de uma associação, a inauguração de um edifício, etc.

Objetivo: interpretar a festa à luz da mensagem cristã: Deus se alegra com as nossas festas, pois Ele as quer. Tudo o que é humano interessa a Deus.

Características:

O pregador nas festas:

Primeiro, deve ser porta-voz dos ouvintes e expressar o que os move, o que eles pensam e sentem.

Segundo, deve despertar pensamentos alegres e salvíficos, porque Deus tem alguma bela razão para o acontecimento dessa festa.

Terceiro, deve ajudar a fazer uma interpretação da atualidade, pois lembranças do passado são vivenciada na festa como atuais, dando um motivo para a celebração.

Quarto, deve despertar a esperança em um futuro bom, pois as festas sempre têm uma dimensão profética: a boa lembrança da festa nos dá forças para o futuro.

Finalmente, deve ser testemunha da comunidade da Igreja: uma festa só é possível porque há pessoas que se alegram com ela.

PREGAÇÃO EM APRESENTAÇÕES

Primeiro, falar do homenageado ou do apresentado, e nunca de si mesmo.

Segundo, não resumir a conferência do eventual palestrante que se apresentar no evento.

Terceiro, comportar-se em cada lugar de acordo com as práticas locais próprias.

Quarto, evitar tópicos chatos: “É uma ousadia que eu, que não tenho nenhum título para merecer a honra de realizar esta apresentação, tarefa para a qual temos aqui pessoas muito mais qualificadas, e que, além disso, não sou orador, me atreva a apresentar Fulano, cujos méritos são conhecidos de todos. Lamento dispor de pouco tempo para destacá-lo…”. Além de chato, soa pedante.

Quinto, informar-se bem sobre a pessoa que deve ser apresentada ou homenageada: saber qual é o tema da apresentação ou da homenagem, conhecer as qualidades especiais do orador principal do evento, preparar o público para a apresentação que será feita, prestando assim um nobre serviço ao convidado.

Finalmente, ser sincero: não inventar virtudes do homenageado.

APRESENTAÇÃO EM UM BRINDE

Primeiro, levar algo bem preparado.

Segundo, não falar de qualquer coisa, apenas por falar.

Terceiro, não repetir a tão martelada bobagem “como disse o poeta”.

Quarto, ser natural e familiar.

Quinto, breve.

Um exemplo poderia ser: “Ao longo da vida, vamos diferenciando as coisas fundamentais daquelas que brilham, mas logo decepcionam. Entre os tesouros autênticos, está o da amizade, do carinho (se você é o homenageado). Nosso anfitrião, Fulano, é uma dessas pessoas que iluminam a vida dos amigos. Todos vocês, que hoje me acompanham, fazem parte dessas amizades luminosas que dão calor à nossa vida. Guardarei uma lembrança emocionada desta noite e quero que vocês saibam que todos os que foram convidados são queridos, “quase” (reforçar com um sorriso) tanto quanto merecem”.

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Se você quiser se comunicar com o Padre Antonio Rivero, você pode fazê-lo por este e-mail:arivero@legionaries.org