Pregações circunstanciais (3)

Como melhorar a pregação sagrada: coluna do Pe. Antonio Rivero, L.C., Doutor e professor de Teologia e Oratória no seminário Mater Ecclesiae de São Paulo

São Paulo, (Zenit.org) Pe. Antonio Rivero, L.C. | 946 visitas

Como melhorar a nossa pregação santo

Coluna P. Antonio Rivero

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Brasília, 02 de agosto de 2013 (Zenit.org) Antonio Rivero | 98 marcos

Vimos até agora o batismo e o casamento. Expliquemos hoje a pregação em um funeral

FUNERAIS

Cada funeral é um caso sério para a fé. Em cada enterro a fé ou é fortalecida, aumentada ou também mais ou menos prejudicada.

Objetivo: a pregação em um funeral visa colocar a vida do falecido, e a dor dos que ficam, sob a cruz de Cristo como sinal de vitória sobre a morte. Isto consola e dá um significado mais profundo para a morte. Esta questão tem de ser tratada a partir de um texto da Escritura, de modo que possa ser ponto de apoio e de orientação para os ouvintes. 

Características

Em primeiro lugar, a pregação tem que nascer da convicção íntima do sacerdote, criando um clima cálido e sério, profundo e sincero de fé. Somente assim a comunidade se sente tocada pessoalmente. Portanto, deve-se evitar a frieza ou a rotina, e conseguir uma atitude de solidariedade, de empatia ou compreensão empática, de colocar-se realmente no lugar do outro, de ver o mundo como ele o vê, sintonia com a dor dos presentes.

Em segundo lugar, o pregador, ao estar fora do círculo das pessoas afetadas, pode oferecer um melhor serviço de encontrar a palavra de consolo. O sentimentalismo faria dele um participante desvalido e a sua palavra não ajudaria os ouvintes, mas mexeria mais na sua dor.

Em terceiro lugar, se foi um dos seus parentes que morreu, esse pregador pode pedir para outro sacerdote que dê a pregação; dessa forma sentiria, também ele, o consolo pastoral da Igreja.

Em quarto lugar, o pregador deve tomar cuidado para que não sejam idéias gerais estereotipadas. Em vez disso, deve se esforçar para oferecer uma pregação com caráter pessoal. Ajudará a isso que, antes de começar a cerimônia, ofereça as condolências à família e pergunte o nome do difunto, sua idade, profissão, a causa da morte; ver também como está a sensibilidade espiritual de toda a família.

Em quinto lugar, o pregador convidará a orar pelo difunto, que é um pecador como todos nós necessitado da misericórdia divina.

Em sexto lugar, o pregador, ao escolher o texto bíblico, procure colocá-lo em conexão com a vida do difunto e com o tempo litúrgico do momento. Sem que seja um elogio fúnebre – o ritual de exéquias o proíbe -, o pregador pode em algumas ocasiões aludir brevemente ao testemunho cristão da vida do difunto, como motivo de edificação e de ação de graças.

Finalmente, o pregador deve evitar aproveitar este momento para querer a todo custo evangelizar os assistentes, nem fazer propaganda da Igreja ou investir contra os relutantes ou distantes. Isso feriria a sua justa dor.

Para ler a coluna anterior clique aqui

Se você quiser se comunicar com o Padre Antonio Rivero, você pode fazê-lo por este e-mail: arivero@legionaries.org

Tradução Thácio Siqueira