Pregador do Papa: terceira pregação do Advento

A Bento XVI e à Cúria Romana

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CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 23 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Publicamos a terceira pregação do Advento à Cúria Romana que, na presença de Bento XVI, pronunciou o Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap., pregador da Casa Pontifícia, na capela «Redemptoris Mater» do palácio apostólico do Vaticano.

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Terceira pregação do Advento

«Quando veio a plenitude dos tempos,

Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher»

1.Paulo e o dogma da encarnação

Leiamos, em primeiro lugar, também desta vez, a passagem paulina sobre a qual vamos meditar:

«Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai! Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus» (Gál 4, 4-7).

Escutamos esta passagem com freqüência no tempo natalino, começando pelas Primeiras Vésperas da solenidade de Natal. Digamos antes de tudo algo sobre as implicações teológicas deste texto. É a passagem que mais se aproxima, no copus paulino, da idéia de pré-existência e de encarnação. A idéia de «envio» («Deus enviou, exapesteilen, seu Filho») está em paralelo com o envio do Espírito do qual se fala em dois versículos e recorda o que se diz no Antigo Testamento do envio da Sabedoria e do Santo Espírito sobre o mundo por parte de Deus (Sab 9, 10.17). Estas aproximações indicam que não se trata de um envio «da terra», como no caso dos profetas, mas «do céu».

A idéia da pré-existência do Cristo está implícita nos textos paulinos nos quais se fala de uma função de Cristo na criação do mundo (1 Cor 8, 6; Col 1, 15-16) e quando Paulo diz que a rocha que seguia o povo no deserto era Cristo (1 Cor 10, 4). A idéia da encarnação, por sua vez, é subjacente no hino cristológico dos Filipenses 2: «Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo».

Apesar disso, deve-se admitir que pré-existência e encarnação em Paulo são verdades em gestação, que ainda não chegaram à sua formulação plena. O motivo é que o centro de interesse e o ponto de partida de tudo é para ele o mistério pascal, ou seja, o realizado, mais que a pessoa do Salvador. O contrário de João, para quem o ponto de partida e o epicentro da atenção é precisamente a pré-existência e a encarnação.

Trata-se de duas «vias» ou percursos diferentes, no descobrimento de quem é Jesus Cristo: um, o de Paulo, parte da humanidade para chegar à divindade, da carne para chegar ao Espírito, da história de Cristo para chegar à pré-existência de Cristo; o outro, o de João, que segue o caminho inverso: parte da divindade do Verbo para chegar à sua existência no tempo; uma põe como dobradiça entre as duas fases a ressurreição de Cristo, e a outra vê a passagem de um estado ao outro na encarnação.

Na época seguinte, ambas as vias tendem a consolidar-se, dando lugar a dois modelos ou arquétipos e finalmente a duas escolas cristológicas: a escola de Antioquia, que se refere preferentemente a Paulo, e a escola de Alexandria, que se refere mais a João. Nenhum dos seguidores de uma ou outra via tem consciência de eleger entre Paulo e João; ambos estão seguros de tê-los de sua parte. Isso é certo, mas é um fato que as duas influências persistem visíveis e distinguíveis como dois rios que, ainda confluindo juntos, continuam diferenciando-se pela cor de suas respectivas águas.

Esta diferenciação se reflete, por exemplo, na forma diferente com a qual se interpreta , nas duas escolas, a kenosis de Cristo de Filipenses 2. Até o século II-III se delineiam, neste texto, duas leituras diferentes que se voltam a encontrar também na exegese moderna. Segundo a escola de Alexandria, o sujeito inicial do hino é o Filho de Deus pré-existente na forma de Deus. A kenosis por isso, neste caso, consistiria na encarnação, no tornar-se homem. Segundo a interpretação dominante na escola de Antioquia, o sujeito único do hino desde o princípio até o final é o Cristo histórico, Jesus de Nazaré. Neste caso, a kenosis consistiria no aniquilamento inerente a seu fazer-se servo, em submeter-se à paixão e à morte.

A diferença entre ambas as escolas não é tanto que alguns sigam Paulo e outros João, mas que alguns interpretam João à luz de Paulo e outros interpretam Paulo à luz de João. A diferença está no esquema, ou na perspectiva de fundo, que se adota para ilustrar o mistério de Cristo. Na confrontação entre ambas as escolas, podemos dizer que se formaram as linhas mestras do dogma e da teologia da Igreja, que permanecem ativas até hoje.

2.Nasceu de uma mulher

O relativo silêncio sobre a encarnação comporta, em Paulo, um silêncio quase total sobre Maria, a Mãe do Verbo encarnado. O inciso «nascido de uma mulher» (factum sub muliere) de nosso texto é a alusão mais explícita que se tem a Maria no corpus paulino. Esta é equivalente a outra expressão: «nascido da linhagem de Davi segundo a carne», «factum ex semine David secundum carnem» (Rom 1, 3).

Este foi um dos pontos-chave na luta contra o docetismo gnóstico, do século II em diante. Diz, de fato, que Jesus não é uma aparição celeste; graças ao seu nascimento de uma mulher, ele está inserido plenamente na humanidade e na história, «em tudo semelhante aos homens» (Fl 2, 7). «Por que dizemos que Cristo é homem? – escreve Tertuliano – Porque nasceu de Maria, que é uma criatura humana». Pensando bem, «nasceu de uma mulher» é mais adequado para expressar a verdadeira humanidade de Cristo, que não o titula «filho do homem». Em sentido literal, Jesus não é filho do homem, não teve por pai um homem, mas sim é realmente «filho da mulher».

O texto paulino estará também no centro do debate sobre o título de Mãe de Deus (theotokos) nas disputas cristológicas posteriores, o que explica por que a liturgia nos faz escutar na segunda leitura da missa da Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, em 1º de janeiro.

É preciso ressaltar um dado. Se Paulo tivesse dito: «nasceu de Maria», teria se tratado só de um detalhe biográfico; tendo dito «nasceu de uma mulher», deu à sua afirmação um caráter universal e imenso. É a própria mulher, toda mulher, que foi elevada em Maria a tão incrível altura. Maria é aqui a mulher por antonomásia.

3. «Em que me afeta que Cristo tenha nascido de Maria?»

Estamos meditando no texto paulino diante do iminente Natal e no espírito da lectio divina. Por isso, não podemos deter-nos muito no dado exegético, mas após ter contemplado a verdade teológica contida no texto, devemos extrair dele ensinamentos para nossa vida espiritual, iluminando o «para mim» da palavra de Deus.

Uma frase de Orígenes, retomada por Santo Agostinho, São Bernardo, Lutero e outros, diz: «Que me aproveita que Cristo tenha nascido uma vez de Maria em Belém, se não nasce também por fé na minha alma?». A maternidade divina de Maria se realiza em dois âmbitos: físico e espiritual. Maria é a Mãe de Deus não só porque o teve fisicamente no ventre, mas também porque o concebeu antes no coração, com a fé. Não podemos, naturalmente, imitar Maria no primeiro sentido, gerando Cristo de novo, mas podemos imitá-la no segundo sentido, que é o da fé. O próprio Jesus começou esta aplicação à Igreja do título de «Mãe de Cristo», quando declarou: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a cumprem» (Lc 8, 21; cf. Mc 3, 31 s; Mt 12, 49).

Na tradição, esta verdade conheceu dois níveis de aplicação complementares, um de tipo pastoral e o outro de tipo espiritual. Em um caso, vê-se realizada esta maternidade da Igreja em seu conjunto enquanto «sacramento universal de salvação»; no outro, realiza-se em cada pessoa ou alma que crê.

Um escritor da Idade Média, o Beato Isaac do mosteiro de Stella, fez uma espécie de síntese de todos estes motivos. Em uma homilia famosa que lemos na Liturgia das Horas do sábado passado, ele escreve: «Maria e a Igreja são uma mãe e várias mães; uma virgem e muitas virgens. Ambas são mães e ambas virgens... Por tudo isso, nas Escrituras divinamente inspiradas, entende-se como dito em singular da virgem mãe Maria o que em termos universais se diz da virgem Mãe Igreja, e se entende como dito da virgem mãe Igreja em geral o que em especial se diz da virgem mãe Maria... também se considera com razão cada alma fiel como esposa do Verbo de Deus, mãe de Cristo, filha e irmã, virgem e mãe fecunda» (Discurso 51).

O Concílio Vaticano II se põe na primeira perspectiva quando escreve: «A Igreja... se converte também em mãe, já que com a pregação e o batismo gera em uma vida nova e imortal para seus filhos, concebidos por obra do Espírito Santo e nascidos de Deus» (Lumen gentium 64).

Concentramo-nos na aplicação pessoal a cada alma: «Toda alma que crê – escreve Santo Ambrósio – concebe e gera o Verbo de Deus... Se segundo a carne uma só é a Mãe de Cristo, segundo a fé, todas as almas geram Cristo quando acolhem a Palavra de Deus» (Exposição do Evangelho segundo São Lucas, II, 26). Faz-lhe eco outro padre do Oriente: «Cristo nasce sempre misticamente na alma, tomando carne daqueles que se salvam e fazendo da alma que o gera uma mãe virgem» (Máximo Confessor, Comentário ao Pai Nosso).

Como converte-se concretamente em mãe de Jesus nos indica ele mesmo no Evangelho: escutando a Palavra e pondo-a em prática (cf. Lc 8, 21; Mc 3, 31s.; Mt 12, 49). Reconsideremos, para compreender, como Maria se converteu em mãe: «A virgem conceberá e dará à luz um filho», lê-se em Isaías, e «Conceberás e darás à luz um Filho», diz o anjo a Maria.

Há duas maternidades incompletas ou dois tipos de interrupção da maternidade. Uma é antiga e conhecida, o aborto. Este acontece quando se concebe uma vida, mas não se dá à luz porque, por causas naturais ou pelo pecado do homem, o feto está morto. Até há pouco tempo, este aborto era o único caso que se conhecia de maternidade incompleta. Hoje se conhece outro que consiste, ao contrário, em parir um filho sem tê-lo concebido. Acontece no caso dos filhos concebidos em proveta e inseridos, em um segundo momento, no seio de uma mulher, e no caso do útero emprestado para hospedar, inclusive pagando, vidas humanas concebidas em outro lugar. Neste caso, o que a mulher dá à luz não vem dela, não é concebido «antes no coração que no corpo».

Infelizmente, também no campo espiritual existem estas duas tristes possibilidades de maternidade incompleta. Concebe Jesus sem dá-lo à luz quem acolhe a Palavra sem colocá-la em prática, quem continua fazendo um aborto espiritual atrás do outro, formulando propósitos de conversão que são sistematicamente esquecidos e abandonados na metade do caminho; quem se comporta diante da Palavra como o observador apressado que olha seu rosto no espelho e depois se esquece imediatamente de como era (cf. Tg 1, 23-24). Em suma, quem tem fé, mas não tem obras.

Dá à luz Cristo, ao contrário, sem tê-lo concebido quem faz tantas obras, inclusive boas, mas que não vêm do coração, do amor a Deus e da reta intenção, mas do costume, da hipocrisia, da busca de sua própria glória e de seu próprio interesse, ou simplesmente da satisfação que dá o fazer. Em suma, quem tem obras, mas não tem fé.

São Francisco de Assis tem uma frase que resume, em positivo, em que consiste a verdadeira maternidade de Cristo: «Somos mães de Cristo – diz – quando o levamos no coração e no corpo por meio do amor divino e da pura e sincera consciência; nós o geramos através das obras santas, que devem resplandecer diante dos demais como exemplo... Oh! que santo e querido, agradável, humilde, pacífico, doce, amável e desejável sobre toda outra coisa, ter um irmão e um filho semelhante, nosso Senhor Jesus Cristo» (Carta aos fiéis, 1). Nós – quer dizer o santo – concebemos Cristo quando o amamos com sincero coração e com consciência reta, e o damos à luz quando realizamos obras santas que o manifestam ao mundo. 

4.As duas festas do Menino Jesus

São Boaventura, discípulo e filho do Pobrezinho, recolheu e desenvolveu este pensamento em um opúsculo titulado «As cinco festas do Menino Jesus». Na introdução do livro, relata como um dia, enquanto estava de retiro no monte Verna, veio-lhe à mente o que dizem os Santo Padres, ou seja, que a alma devota de Deus, por graça do Espírito Santo e pelo poder do Altíssimo, pode conceber espiritualmente o Verbo bendito e o Filho Unigênito do Pai, dá-lo à luz, colocar-lhe nome, procurá-lo e adorá-lo com os Magos e finalmente apresentá-lo felizmente a Deus Pai em seu templo. 

Destes cinco momentos ou festas do Menino Jesus, que a alma deve reviver, interessam-nos sobretudo as duas primeiras: a concepção e o nascimento. Para São Boaventura, a alma concebe Jesus quando, descontente com a vida que leva, estimulada por inspirações santas e inflamada de ardor santo, cansada de seus velhos costumes e defeitos, é como fecundada espiritualmente pela graça do Espírito Santo e concebe o propósito de uma vida nova. Aconteceu a concepção de Cristo!

Uma vez concebido, o bendito Filho de Deus nasce no coração, sempre que, após ter feito um discernimento saudável, pedido oportuno conselho, invocado a ajuda de Deus, a alma põe imediatamente por obra seu santo propósito, começando a realizar o que há tempos estava amadurecendo, mas que havia deixado para mais adiante por medo de não ser capaz disso. 

Mas é necessário insistir em uma coisa: este propósito de vida deve ser traduzido, sem dúvida, em algo concreto, em uma mudança, possivelmente também externa e visível, de nossa vida e costumes. Se o propósito não se põe em prática, Jesus foi concebido mas não dado à luz. É um dos muitos abortos espirituais. Não se celebrará nunca a «segunda festa» do Menino Jesus, que é o Natal. É um dos muitos casos que são uma das razões pelas quais tão poucos chegam a ser santos. 

Se você decide mudar de estilo de vida e começar a fazer parte dessa categoria de pobres e humildes, que como Maria buscam encontrar graça diante de Deus, sem importar-lhe agradar outros homens, então, diz São Boaventura, você deve ter coragem, porque precisará disso. Deverá enfrentar dois tipos de tentação. Antes de tudo, os homens carnais do seu ambiente se apresentarão e lhe dirão: «É muito duro o que você pretende, não conseguirá, faltar-lhe-ão a força, você perderá a saúde; estas coisas não se adequam ao seu estado, você compromete seu bom nome e a dignidade do seu cargo»...

Superado este obstáculo, apresentar-se-ão outros com fama de ser, ou inclusive que são de fato, pessoas pias e religiosas, mas que não crêem verdadeiramente no poder de Deus e do seu Espírito. Estas lhe dirão que, se você começar a viver dessa forma – dando tanto termpo à oração, evitando participar de atividades e falas inúteis, fazendo obras de caridade –, será considerado logo um santo, um homem devoto e espiritual, e dado que você sabe perfeitamente que não o é, acabará enganando as pessoas e sendo um hipócrita, atraindo sobre você a reprovação de Deus, que escruta os corações. 

A todas estas tentações, é necessário responder com fé: «Não é a mão do Senhor que é incapaz de salvar» (Is 59, 1) e, quase bravos conosco mesmos, exclamar, como Agostinho na véspera de sua conversão: «Se estes e estas podem, por que eu não? Si isti et istae, cur non ego?» (Confissões). 

5. Maria disse «sim»

O exemplo da Mãe de Deus nos sugere o que fazer em concreto para imprimir à nossa vida espiritual neste novo impulso, para conceber e dar à luz Jesus verdadeiramente em nós neste Natal. Maria disse um «sim» decidido e pleno a Deus. Insiste-se muito no fiat de Maria, em Maria como «a Virgem do fiat». Mas Maria não falava latim e por isso não disse fiat , não disse sequer genoito, que é a palavra que encontramos, a este ponto, no texto grego de Lucas, porque não falava grego.

Se é lícito remontar-se, com pia reflexão, à ipsissima vox, à própria palavra que estava na fonte judaica usada por Lucas, esta deve ter sido a palavra amémAmén, palavra hebraica cuja raiz significa solidez, certeza, era usada na liturgia como resposta de fé à palavra de Deus. Cada vez que, ao término de certos salmos, na Vulgata se lia antes fiatfiat, agora na nova versão dos textos originais se lê: Amém, Amém. O mesmo para a palavra grega: cada vez que na Bíblia dos Setenta se lê nesses mesmos salmos genoitogenoito, o original grego usa: Amém, Amém

Com o amém se reconhece o que se disse como palavra firme, estável, válida e vinculante. Sua tradição exata, como resposta à palavra de Deus, é: «Assim seja, assim seja». Indica fé e obediência conjuntamente; reconhece que o que Deus diz é certo e se submete a isso. Ou seja, sim a Deus. Neste sentido o encontramos na própria boca de Jesus: «Sim, amém, Pai, pois tal foi teu beneplácito» (cf. Mt 11, 26). Ele é o Amém personificado: «Assim fala o Amém» (Ap 3, 14) e por meio dele, acrescenta Paulo, todo amém pronunciado na terra sobe a Deus (cf. 2 Cor 1, 20). 

Em quase todas as línguas humanas, a palavra que expressa o consenso é um monossílabo: «sim», «já», «yes», «oui», «tag»... A palavra mais curta do vocabulário, mas aquela com que tanto os noivos como os consagrados decidem sua vida para sempre. Também no rito da profissão religiosa e da ordenação sacerdotal há um momento em que se pronuncia um «sim». 

Há um detalhe no amém de Maria que é importante assinalar. Nas línguas modernas, usamos o modo indicativo para assinalar que algo aconteceu ou acontecerá, o modo condicional para indicar algo que poderá acontecer em certas condições, etc.; o grego tem um modo particular que se chama optativo. É um modo que se usa quando se quer expressar desejo ou impaciência por que algo aconteça. O verbo usado por Lucas, genoito, está precisamente neste modo. 

São Paulo diz que «Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9, 7) e Maria disse seu sim a Deus com alegria. Peçamos-lhe que nos obtenha a graça de dizer a Deus um sim alegre e renovado, e assim conceber e dar à luz, também nós neste Natal, seu filho Jesus Cristo.

[Tradução: Élison Santos. Revisão: Aline Banchieri]