Preocupações podem-se tornar obstáculos à fé, diz cardeal

D. Peter Turkson presidiu à peregrinação de setembro ao Santuário de Fátima

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FÁTIMA, segunda-feira, 13 de setembro de 2010 (ZENIT.org) – O presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, cardeal Peter Turkson, adverte quanto ao perigo das preocupações cotidianas tornarem-se obstáculos à fé. Ele pediu que as decisões humanas, especialmente dos católicos, levem sempre em conta Deus.

Dom Peter Turkson falou nessa segunda-feira, durante a celebração eucarística a que presidiu, no Santuário de Fátima, no contexto da Peregrinação Internacional Aniversária de Setembro.

O prelado destacou – segundo refere Agência Ecclesia –, que “a ilusão e as preocupações da vida podem tornar-se verdadeiros obstáculos à nossa fé em Deus e podem maliciosamente comprometer a nossa relação com Deus, a nossa vida religiosa e a nossa vida de fé”.

O cardeal Turkson falou de uma situação que afeta não só os responsáveis eclesiais e as comunidades cristãs, mas também “governos nacionais e organizações mundiais”.

Ele citou como exemplo a Conferência das Nações Unidas no Cairo (1994), onde os líderes mundiais discutiram o crescimento populacional.

“A interrupção ou a redução foram sugeridas como alternativas para controlar o crescimento dos seres humanos no planeta”, disse o prelado, sublinhando que “a conferência, sem ser religiosa, não teria só ateus a participar”.

“As suas preocupações e discussões não contaram muito com Deus nem com o seu cuidado providente à Criação, obra das suas mãos”, afirmou.

Ideias como “a morte de Deus”, suportadas “pelos avanços da tecnologia” – prosseguiu o cardeal –, contribuem atualmente para “afugentar qualquer crença na presença de um Deus providente na vida humana”.

Dom Peter Turkson considera que os avanços da ciência e da tecnologia são positivos, mas “não podem pretender substituir ou tornar redundante” aquela missão divina.

O cardeal deixou para os católicos o desafio de confiar num Deus que “pode ser oculto”, mas que “nunca abandona a obra das suas mãos”.