Preservar a prática do jejum

Afirma o arcebispo de Sydney, em discurso durante o Sínodo dos Bispos

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Card. George Pell

CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 18 de outubro, 2012 (ZENIT.org) – Apresentamos a intervenção de S. Em. R. Cardeal George Pell, Arcebispo de Sydney, na décima quinta Congregação Geral do Sínodo dos Bispos (17 de Outubro 2012).

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No próximo ano será celebrado o 1700° aniversário do Édito de Milão, pelo qual o imperador Constantino promulgou a liberdade de religião no Império Romano.

Em alguns países europeus e de língua anglo-saxônica as liberdades religiosas cristãs são limitadas pelos tribunais, por normas, por vezes, pelos parlamentos. Ainda mais graves são as violentas perseguição aos católicos no Oriente Médio, África e partes da Ásia.

Liberdade de religião como direito humano fundamental para todos os crentes que cumprem a lei deveria ser um tema da mensagem final e do debate dos círculos menores.

Recentemente, organizei um jantar para celebrar o fim do mês de jejum do Ramadã. O mufti sunita estava sentado à minha esquerda, o líder dos xiitas à minha direita, ao lado de representantes judeus. O jejum e a penitência tornaram-se o assunto da noite.

Logo descobriu-se que o único grupo que jejua menos do que a nossa Igreja latina é aquele composto por alguns protestantes. Seria uma ruptura com as tradições judaicas e cristãs, se esta antiga prática desaparecesse.

Elogiei os bispos ingleses por terem reintroduzido a tradicional abstinência de sexta-feira. Parece-me que deve haver uma análise e um debate muito mais amplo sobre as conseqüências que a presença do Islã no mundo ocidental há sobre a Igreja e sobre a nova evangelização. Se nada mais, deve ser levado adiante e intensificado os esforços para desenvolver diálogos e amizades inter-religiosas a nível local e nacional.

(Trad.MEM)