Presidência da CNBB fará visita a Bento XVI em outubro

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BRASÍLIA, sexta-feira, 21 de setembro de 2007 (ZENIT.org).- A presidência da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) fará uma visita a Bento XVI no dia 8 de outubro.



Será a primeira visita oficial de Dom Geraldo Lyrio Rocha (presidente), Dom Luiz Soares Vieira (vice-presidente) e Dom Dimas Lara Barbosa (secretário-geral) ao Papa no Vaticano. Os prelados assumiram a direção do organismo episcopal em maio passado.

Segundo afirmou Dom Geraldo Lyrio em coletiva de imprensa essa quinta-feira, na sede da CNBB, em Brasília, trata-se de uma «visita de cortesia, que acontece todos os anos, com o objetivo de apresentar os resultados da Assembléia Geral do Episcopado brasileiro».

Esta semana, os bispos que dirigem as diversas Comissões pastorais da CNBB discutiram justamente as novas diretrizes de evangelização da Igreja no Brasil para os próximos três anos.

Os prelados estão definindo as orientações pastorais baseados nas conclusões da Conferência de Aparecida, que, desde o Santuário mariano brasileiro, em maio passado, lançou uma nova etapa missionária da Igreja na América Latina.

Violência
Durante a coletiva de ontem, o presidente da CNBB manifestou-se ainda sobre o atentado ocorrido essa quarta-feira contra um repórter do jornal Correio Braziliense.

O jornalista foi baleado enquanto fazia uma matéria sobre o tráfico de drogas e a violência no entorno do Distrito Federal. Submetido a cirurgia, o repórter passa bem.

Do Geraldo Lyrio afirmou que a questão da violência preocupa a todos e, de um modo particular, à CNBB.

«Ao mesmo tempo em que a CNBB repudia esse ato violento que foi praticado, expressa sua solidariedade ao repórter, aos seus familiares, ao jornal, à imprensa de um modo geral, porque foi no exercício de sua própria profissão e no desejo de mostrar essa face terrível da violência que o repórter foi atingido pela ação violenta», disse o arcebispo de Mariana.

«A CNBB, ao expressar solidariedade à vítima e o repúdio a esta ação, faz um apelo para que as investigações se realizem com todo rigor e que haja punição, porque a impunidade se transforma sempre em estímulo à prática do crime», afirmou Dom Geraldo.