Presidente da Fundação João Paulo II para o Esporte aborda recentes casos de suicídio

"Os atletas sucumbem quando o esporte não educa para a vida"

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ROMA, quarta-feira, 6 de junho de 2012 (ZENIT.org) - "Após o suicídio dos jogadores Giulia Albini, de voleibol, e Alessio Bisori, de handebol, seria oportuno perguntar se o esporte que organizamos em clubes, bairros, oratórios, é realmente educativo. Será que ele contribui genuinamente para o crescimento integral da pessoa?". Edio Costantini, presidente da Fundação João Paulo II para o Esporte, braço do Conselho Pontifício para os Leigos, Seção Igreja e Esporte, e da Secretaria Nacional de Turismo, Lazer e Esportes da Conferência Episcopal Italiana (CEI), levantou esta questão perante todo o sistema desportivo da Itália.

"O esporte deve ser um lugar por excelência onde o jovem encontra a si mesmo, suas limitações e seu potencial. Mas ele não conseguiu dar a resposta certa para o desejo de vida escondido em Alessio e em Giulia. Não basta o esporte: este é o grito sem resposta de uma multidão de jovens que frequentam assiduamente os ginásios e os campos desportivos. De uma perspectiva mercantilista da vida, Alessio Bisori tinha tudo: namorada, muitos amigos, cinquenta e quatro participações na seleção italiana e muitas vitórias. Para Alessio, assim como para Giulia, estava faltando o mais importante, aquilo que os fez gritar aquele ‘não posso mais viver’. Talvez, como muitos outros jovens, eles tenham se sentido perdidos no arquipélago da falta de sentido verdadeiro para a existência”.

"Os professores, treinadores e dirigentes desportivos", continuou o presidente da Fundação João Paulo II para o Esporte, "têm o dever de oferecer às crianças e aos jovens nos lugares esportivos não apenas jogos de handebol, futebol, vôlei ou basquete, mas uma experiência esportiva que os oriente a descobrir a fonte da esperança, a descobrir por que a vida vale a pena, o porquê de lutar, de suar, de respeitar os outros, de respeitar as regras, de amar. Em suma, têm o dever de ajudá-los a compreender que a experiência atlética pode se tornar uma resposta e, como dizia o beato João Paulo II, pode ajudar a ‘responder às questões profundas colocadas pelas novas gerações sobre o significado da vida, sobre a sua orientação e sobre o seu objetivo’. São as mesmas perguntas que Alessio e Giulia, sozinhos, não conseguiram responder", conclui Costantini.