Presidente do México vê relação entre ruptura familiar e violência

A criminalidade cresce com a falta de laços familiares, explica

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CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 (ZENIT.org-El Observador).- Diante de quase 10 mil pessoas que participarm da inauguração do Congresso Teológico Pastoral que precede o VI Encontro Mundial das Famílias, o presidente do México, Felipe Calderón Hinojosa, constatou que o aumento da ruptura familiar corresponde também a um aumento da violência.

Junto com o mandatário mexicano, inauguraram o Congresso o presidente do Conselho Pontifício para a Família, o cardeal Ennio Antonelli e o cardeal Norberto Rivera Carrera, arcebispo primaz do México, assim como o presidente da Conferência do Episcopado Mexicano, Dom Carlos Aguiar Retes. 

O Centro de Exposições Bancomer, situado na capital do país, foi testemunha de um novo recorde de assistência neste tipo de congressos teológicos, pois os inscritos no México são cerca de 10 mil. 

Em sua intervenção, o presidente Calderón Hinojosa assinalou o vínculo que existe no México entre famílias quebradas e crime organizado, especialmente no caso do narcotráfico, ao que a atual administração feeral está combatendo de forma inusitada na história moderna. 

«Hoje as famílias mexicanas enfrentam uma paisagem e um ambiente de insegurança. O crime, a violência e a exacerbação da violência ameaçam a tranquilidade de quem mais amamos, também ameaça esta tranquilidade a apologia do delito, por isso deslocamos e seguiremos deslocando todo o poder do Estado contra aqueles que ameaçam a paz e pretendem escravizar nossos filhos com as drogas», assegurou o presidente Calderón Hinojosa. 

O presidente dos mexicanos recordou sua formação em escolas religiosas, advogou pela fidelidade do casal e recordou inclusive, que está sob a proteção de São Felipe Neri, insistindo em que o vínculo matrimonial é uma escola de humanismo e que sua desintegração é um passaporte para a violência. 

Na parte medular de seu discurso, Calderón Hinojosa, que participou do ato junto à sua esposa, Margarita Zavala, enfatizou que «a proliferação de indivíduos que fazem da violência, do crime, do ódio sua forma de vida coincide, infelizmente, em grande medida com a fragmentação e a desfuncionalidade que afetaram seu meio familiar». 

Mais adiante, o primeiro mandatário da nação asteca reconheceu que «grande porcentagem das pessoas que falecem em confrontos de grupos criminosos no México são particularmente jovens que estão desarraigados de um núcleo familiar, são adolescentes e jovens que se formaram na carência absoluta, não só de valores familiares, mas da própria família». 

Finalmente, Felipe Calderón Hinojosa – como portavoz de milhões de famílias mexicanas – assegurou que o México «sente falta» do Papa Bento XVI e reiterou que o Santo Padre é convidado permanentemente para visitar este país – que foi visitado em cinco ocasiões por João Paulo II – e a quem se receberia «com os braços abertos».