Procissão em meio a ameaças terroristas

Mais de 9 milhões de fiéis tomaram as ruas de Manila nas Filipinas

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MANILA, terça-feira, 10 de janeiro de 2012(ZENIT.org) – A tradicional Procissão do Nazareno, uma imagem negra do Menino Jesus, atravessou a cidade de Manila no dia 09 de janeiro, em clima de tensão por causa de ameaças terroristas registradas pelo governo Filipino.

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De acordo com a Agência Fides, o presidente Benigno Aquino, pessoalmente, alertou os fiéis sobre possíveis atentados. Segundo fontes locais, as ameaças poderiam ter dupla origem: os militantes islâmicos do Sul ou grupos anti-católicos e leigos, que pretendem frear a influência da Igreja na sociedade.

Dom Bernardino Cortez, bispo auxiliar de Manila, comentou: Os alertas terroristas não desencorajaram os fiéis. Aliás, muitos deles disseram que se morreram durante a procissão do Nazareno, cumprindo um ato de fé, certamente iriam para o Paraíso. O Nazareno faz milagres, um irmão no sofrimento, uma mensagem de esperança para os pobres: nada poderá deter os fiéis". "A devoção ao Nazareno – explicou o Bispo – tem hoje um profundo significado para o povo filipino, sobretudo para os pobres, como lembrou em sua mensagem, o novo Arcebispo de Manila, Dom Antonio Tagle. O que é surpreendente é que o Nazareno é um ponto de referência sobretudo para os jovens, muito numerosos no evento de hoje". Além disso, acrescentou Dom Cortez, "hoje mais de um milhão de pessoas em Mindanao, na região de Cagayan de Oro, atingida recentemente pelo tufão Sendong, rezam e adoram o Nazareno, encontrando Nele ajuda e consolo no sofrimento: a Arquidiocese de Manila, de fato, enviou cópias da imagem a outras dioceses, a fim de descentralizar o culto e permitir a todos os fiéis de viverem diretamente esta devoção especial".

Apesar da advertência do Governo, cerca de 9 milhões de pessoas saíram às ruas, normalmente descalços, durante todo o dia para acompanhar a passagem do Nazareno Negro.

A imagem é conhecida  como o Nazareno Negro porque foi atingida pelo fogo no navio que a portava desde o México, em 1607.