Profecia sobre família nos olhos de Nossa Senhora de Guadalupe

Segundo o jornalista e escritor italiano Renzo Allegri

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Por Inma Álvarez

ROMA, quarta-feira, 21 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Nos olhos de Nossa Senhora de Guadalupe foi descoberta uma imagem que pode ser considerada como uma profecia sobre a família: é o que afirma o jornalista e escritor italiano Renzo Allegri, especialista em crítica musical e religião, e autor de vários trabalhos relacionados com aparições de Nossa Senhora. 

Em algumas declarações à Zenit, Renzo Allegri explica o significado das imagens descobertas pelo engenheiro José Aste nas pupilas da imagem de Nossa Senhora, milagrosamente impressa no manto do índio Juan Diego, e que se venera no santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. 

O jornalista se refere à conhecida história da aparição de Nossa Senhora ao índio Juan Diego, ocorrida no México na época em que havia sido conquistado pelos espanhóis, em 1531. Uma jovem muito bela apareceu a este índio lavrador, apresentando-se como a Virgem Maria, e lhe pediu que se construísse um santuário em sua honra. 

Referido o episódio ao bispo Juan de Zumárraga, e ao não crer-lhe este, a jovem lhe indicou que lhe levasse algumas flores da montanha (era o mês de dezembro). Juan Diego encontrou no lugar indicado algumas rosas e as recolheu em sua tilma (espécie de avental de fibras vegetais usado pelos indígenas). 

Ao apresentar-se novamente diante do bispo, Juan Diego abriu a tilma para mostrar as flores, e para surpresa dos presentes, nela se havia impresso de forma milagrosa a imagem de Maria, que se venera desde então na basílica de Nossa Senhora de Guadalupe. 

Mas Renzo Allegri se refere sobretudo ao encontro de algumas misteriosas imagens nos olhos da Virgem, que poderiam referir-se a uma família composta pelos pais, avós e três crianças. 

Os olhos de Nossa Senhora 

A forma em que ficou impressa a imagem da Virgem na tilma de Juan Diego é milagrosa, já que a natureza do tecido tornava impossível a realização de uma pintura tão delicada em seus detalhes. 

Em 1936, o professor Richard Kuhn, Nobel de química em 1938, demonstrou cientificamente que não existem traços de corante algum na tilma que expliquem a formação desta imagem por procedimentos humanos. 

Mas a descoberta mais impressionante se produziu em 1979, quando o engenheiro peruano José Aste Tonsmann, residente nos Estados Unidos, mostrou que nas pupilas da imagem da Virgem haviam ficado registradas algumas imagens. 

Utilizando uma série de aparelhos eletrônicos, Aste conseguiu reconstruir a imagem, que foi impressa misteriosamente no momento de abrir a tilma, identificando o índio Juan Diego, o bispo Juan de Zumárraga, o jovem intérprete do bispo, Juan Gonzáles e uma mulher negra, provavelmente a servente do bispo. 

Mas junto a estes personagens, explica Renzo Allegri, Aste descobriu uma segunda cena, em segundo plano, composta por pessoas desconhecidas, e que representa uma família asteca, composta pelo pai, mãe, avós e três crianças. 

«Refletindo sobre estas extraordinárias descobertas científicas, o Dr. Aste oferece, como crente, uma hipótese sugestiva. Diz que as cenas das pupilas poderiam constituir uma ‘mensagem’ da Virgem», explica o jornalista. 

Esta mensagem, acrescenta, «estaria destinada ao nosso tempo, já que só nela poderia decifrar-se, graças à tecnologia, o segredo dos olhos de Nossa Senhora». 

Esta mensagem «indicaria a importância da união da família e de seus valores; a presença, no olhar da Virgem, de pessoas de etnia diferente poderia ser uma mensagem antirracista; a tilma, que para os astecas era um autêntico instrumento de trabalho, poderia ser um convite a utilizar a tecnologia para difundir a palavra de Cristo», acrescenta Allegri. 

O jornalista faz notar que as sessões dos últimos dois dias do encontro mundial das famílias, realizado na semana passada na Cidade do México, aconteceram no Santuário de Guadalupe. 

Este encontro, acrescenta, «registrou uma participação imponente, demonstrando quão vivo é, no povo cristão, o valor da família também em nosso tempo», conclui.