Programa Gestão de Risco e Emergências, desenvolvido pela Rede Cáritas Brasileira

O projeto como um todo já beneficiou 3.156 famílias, ou 15.460 pessoas, e está em desenvolvimento e visa alcançar 25 mil pessoas afetadas pela catástrofe.

Brasília, (Zenit.org) | 1034 visitas

A Cáritas Brasileira, com quase 60 anos de história, conta com 178 entidades-membro e uma rede solidária com mais de quinze mil agentes, a maioria voluntária, por todo país. Nos últimos dez anos, a entidade apoiou mais de 300 mil famílias, contribuindo para a transformação de suas vidas e devolvendo a elas a esperança de novas conquistas.

O programa Gestão de Risco e Emergências, desenvolvido pela Rede Cáritas, promove ações nacionais e internacionais de atendimento a comunidades vítimas de desastres naturais ou que estão em áreas de risco.

A partir de campanhas de solidariedade, os SOS, a Cáritas arrecada recursos, repassa às regiões que necessitam de apoio imediato e trabalha junto à Defesa Civil no atendimento às vítimas. As Campanhas SOS atuaram em situações emergenciais graves como no Haiti e no Chile, ambos afetados duramente por terremotos em 2010; e nas regiões Norte e Nordeste (2009); Pernambuco e Alagoas (2010); Rio de Janeiro, Minas e Espírito Santo (2011). No Brasil cerca de 50 mil famílias já foram beneficiadas, nos últimos dois anos.

Podemos considerar emergências as situações geradas a partir de desastres naturais ou pela ação do homem que colocam em risco a vida de milhões de pessoas no mundo – enchentes, deslizamentos de terra, terremotos, furacões, guerras, entre outros. Na maioria dos casos, as vítimas ficam privadas dos direitos elementares do ser humano como moradia, água e alimentação, saúde física e mental, entre outros.

Em janeiro de 2011, a região Sudeste do Brasil sofreu fortes consequências decorrentes de inundações e deslizamentos provocados pelas intensas chuvas. O desastre afetou 172.259 pessoas, de acordo com a Defesa Civil.

Em 2012, o Projeto SOS Sudeste deu continuidade ao apoio às famílias afetadas. Os estados beneficiados pelo projeto foram: Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.

Na fase emergencial, em plena situação crítica, 80% de toda a assistência humanitária, no que diz respeito à distribuição de doações, abrigos e infraestrutura, foi realizada pelas igrejas (dioceses e paróquias). Devido à magnitude dos desastres, todas as instâncias das dioceses colocaram suas estruturas à disposição: salões paroquiais, ginásio de esportes, entre outros. As dioceses tiveram papel fundamental na logística e distribuição de donativos.

A segunda etapa, que compreende a construção e reconstrução, os beneficiários participam diretamente, em forma de mutirão nos fins de semana e feriados. É expressiva também a participação da comunidade, de pessoas que não são direta ou indiretamente beneficiadas, mas que se solidarizam com os beneficiários. É o caso especifico de Barra do São Francisco onde toda a comunidade está envolvida no mutirão de construção das casas.

O projeto como um todo já beneficiou 3.156 famílias, ou 15.460 pessoas, e está em desenvolvimento e visa alcançar 25 mil pessoas afetadas pela catástrofe.

Nas ações emergenciais, de modo geral, são feitas parcerias entre a comunidade local, a Rede Cáritas, as entidades de cooperação internacional e o poder público. Nessa relação, a Cáritas tem avançado para atuar também no controle social sobre os recursos públicos liberados para situações de emergência, bem como sobre a responsabilidade do Estado em desenvolver uma adequada política de proteção e defesa civil para a garantia dos direitos das pessoas vitimadas por desastre.

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